Dom João de Avis - Décimo Rei de Portugal - Política Interna e Questões Eclesiásticas
Apoie o canal por Pix, usando este email como chave: [email protected] Ou use a plataforma do Apóia-se: https://apoia.se/canaletimo Apoiando o canal Étimo, você apoia o canal Solilóquio Capítulos: 00:00 | Introdução 00:33 | Antecedentes 01:10 | Política Interna 04:48 | Questões Eclesiásticas 07:25 | Casos de Família 08:29 | Conclusão Para saber mais: João Ameal - História de Portugal Ricardo da Costa - Cronologia da Península Ibérica (379-1500): https://www.ricardocosta.com/cronolog... http://maltez.info/aaanetnovabiografi... José Adelino Maltes - LInha do Tempo: https://maltez.info/aaanetnovabiografia/ Aljubarrota ficara no passado. Vencido o inimigo, agora Dom João, mestre de Avis, precisava colocar seu reino em ordem. Começavam aqui as ações de estado e os cuidados com a política interna de Portugal. VINHETA Olá amigo do canal solilóquio, no último vídeo você acompanhou a vitória portuguesa nas batalhas de Trancoso e Aljubarrota. Depois disso, o rei espanhol praticamente abandona as pretenções de reivindicar o trono de Portugal para sua esposa. Dom João, mestre de Aviz, firma-se cada vez mais no trono. Estamos começando agora a abordar a afamada dinastia de Aviz. POLÍTICA INTERNA (1385) Terminada a batalha de Aljubarrota, Dom João I regressou a Portugal e deixou o condestável à frente do exército nas escaramuças com Castela que ainda sobraram. (1386-87) Em 1386, para estreitar laços de amizade com a Inglaterra, Dom João acerta seu casamento com Filipa, filha do duque de Lancastre, pretenso rei de Castela. O casamento ocorre no ano seguinte (1387) em novembro de 1387, nas cortes de Braga, foi criado um imposto voltado para a coroa, sobre quase todos os produtos. Pagavam a Sisa, todos os portugueses, mesmo os nobres e os membros da igreja ou da casa real. O comprador pagava a metade do imposto e o vendedor a outra metade. As sisas foram fundamentais para a saúde do tesouro real. (1388) Em 1388, começava a construção do famoso mosteiro da Batalha, edificada como agradecimento à Virgem Maria pela vitória contra os rivais castelhanos na batalha de Aljubarrota. (1391) Em 1391 houve a Confirmação dos privilégios das feiras de Pinhel, Amarante e Coimbra. Com isso, Portugal continuava no rumo do comércio, algo que seria relevante para sua história. (1397) Em 1397 fechou um ciclo de 6 anos de desvalorização da moeda em 43%. Portugal estava experimentando uma inflação terrível. A partir daí, por três anos seguidos, houve uma grande fome em Portugal. (1401) Em 1401, D. Afonso, filho bastardo do rei, se casa com Beatriz Pereira de Alvim, filha de D. Nuno Álvares Pereira. Trata-se de um casamento importante, já que dessa linhagem viria a casa de Bragança, da qual viriam mais tarde os monarcas portugueses e até os dois imperadores brasileiros. (1412) Ja com 55 anos de idade, o mestre de Avis começa a pensar em seu sucessor, e traz seu filho, o infante Dom Duarte, para ser associado ao trono. Seus outros dois filhos, Dom Pedro e Dom Henrique, recebem cargos de autoridade e fontes de rendimento. (1414) Em 1414, as cidades portuárias de Lisboa e do Porto são infectadas pela peste, trazida por embarcações estrangeiras. (1422) Em 1422, o reino de Portugal decidiu se render à igreja na questão do calendário, e adotou a Era Cristã. Antes disso, o reino usava, como se costumava fazer na península ibérica, a Era de César, que iniciara 38 anos antes da Cristã. Nessa época O reino continuava sofrendo com uma hiperinflação. Por exemplo, nesse mesmo ano de 1422, o marco de prata estava custando 5 mil libras. Para comparação, em 1384 custava 36 libras e em 1399, 330. (1426) Mas a inflação continuou galopante naquelas terras lusitanas, e em 1426 o marco de prata já estava custando 28 mil libras. (36 libras em 1384, 330 em 1399, 5.000 em 1422), isso sim que é inflação! QUESTÕES ECLESIÁSTICAS (1393) NO campo religioso, Dom João viu, em 1393, Lisboa ser elevada a sede metropolita, como arcebispado, através da bula In eminentissimae dignitatis de Bonifácio IX. (1416) Em 1416, Dom João de Avis enviou uma delegação portuguesa ao Concílio de Constança, aquele que acabaria com o Grande Cisma, depondo os papas rivais e elegendo outro. Esse mesmo concílio enviaria Jan Hus à Fogueira. (1418), Dois anos depois, quando Portugal já havia dominado Ceuta, no norte do Magrebe, o papa Martinho V emitiu a Bula Rex Regum, que instava aos príncipes cristãos que se associassem aos portugueses na luta contra os mouros e reconhecia as conquistas como possessão portuguesa. No último vídeo sobre Dom João, que abordará sua política externa, vamos abordar melhor essa conquista africana. No mesmo ano de 1418, o mesmo papa emitiu a Bula papal In apostolice Dignitatis Specula: que concedia ao infante Dom João, filho do rei D. João I, o posto de mestre da Ordem de Santiago.

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