Dom Fernando I, o Formoso e o Inconstante - Nono Rei de Portugal
Apoie o canal por Pix, usando este email como chave: [email protected] OU use a plataforma do Apóia-se: https://apoia.se/canaletimo Apoiando o canal Étimo, você apoia o canal Solilóquio Para saber mais: https://www.ricardocosta.com/cronolog... http://maltez.info/aaanetnovabiografi... Crónica de D. Fernando - Fernão Lopes História de Portugal, popular e ilustrada (1899-1905) - Acessada em: http://tribop.pt/TPd/01/70/Hist%C3%B3... Capítulos: 00:00 | Introdução 00:32 | Antes do trono 01:43 | Política Interna 04:07 | Questões Eclesiásticas 05:56 | Política Externa 14:36 | Casos de Família 18:00 | Conclusão Um rei coloca suas paixões pessoais acima do bem-estar do reino. Governando num período internacional conturbado, esse rei inconstante coloca Portugal em risco de perder sua própria independência... VINHETA Olá amigo do canal solilóquio, hoje vamos contar a história de Dom Fernando I, nono rei de Portugal e último da dinastia afonsina. Ao assistir os eventos a seguir, tenha em mente a situação internacional da época. A península ibérica era um palco secundário de uma guerra maior, envolvendo principalmente a França e a Inglaterra na chamada guerra dos 100 anos. ANTES DO TRONO (1345) Filho do rei Pedro I com Constança Manuel, Dom Fernando nasceu em 1345, em Coimbra. Sua mãe talvez tenha morrido no seu parto, ou mais provavelmente, alguns dias depois do seu nascimento. (1364) Quando Dom Fernando tinha cerca de 19 anos, seu pai Dom Pedro propôs casá-lo com Joana, filha do rei de Aragão (Pedro IV), mas o casamento não se concretizou. (1367) Quando tinha 21 anos, em 1367, o solteiro Dom Fernando subiu ao trono de Portugal, após a morte de Dom Pedro I. POLÍTICA INTERNA (1371) Em 1371, o rei criou o condado de Ourém e o doou a João Afonso Telo de Menezes, Conde de Barcelos e tio da rainha Leonor. NO mesmo ano, más colheitas levaram fome ao reino. E vale lembrar que a praga ainda grassava pela Europa, escasseando a mão de obra. (1373) Para piorar a situação econômica, em 1373 houve uma séria desvalorização da moeda em cerca de 300% . A alta nos preços fez pipocar revoltas populares em alguns lugares. No mesmo ano são criados os condados de Neiva e Viana do Alentejo. Tendo sido facilmente invadido e derrotado na segunda das Guerras Fernandinas, que vamos comentar melhor mais pra frente, Dom Fernando viu exposta a fragilidade do reino e decidiu construir novas muralhas nas principais localidades (mostrar muralhas fernandinas do porto e de Lisboa), as chamadas muralha fernandinas. (1374-75) As revoltas internas continuaram nos anos seguintes, já que as más colheitas continuaram, aumentando a fome no país. Ocorreram agitações populares em Montemor-o-Velho, Sousel, Valença e Tomar. Dom Fernando tentou enfrentar o desabastecimento por criar a lei das sesmarias, que prendia camponeses à agricultura e trazia mendigos ao trabalho no campo, além de constranger o dono de terras a providenciar seu cultivo, sob o risco de perdê-las se não acatasse a lei. (1377-1380) Buscando se firmar como um reino voltado ao comércio, Portugal criou leis de fomento naval e sobre a importação de têxteis. Foi criado um seguro para a marinha mercante, a Companhia das Naus. Esse foi um estágio importante da marinha portuguesa, rumo aos eventos que culminariam na descoberta do Brasil. (1378) Os judeus de Leiria, que estavam sofrendo maus tratos nas mãos dos cristãos, levaram em 1378 ao rei Dom Fernando suas queixas. Como resultado, receberam ordens de não saírem de casa em dias santos e de procissão, para minimizar a possibilidade de serem alvos de hostilidades. QUESTÕES ECLESIÁSTICAS (1376) Em 1376 a temida inquisição católica foi introduzia em Portugal, quando o Bispo de Lisboa, autorizado pelo Papa Gregório XI, nomeou o franciscano Martinho Velasques como inquisidor. (1378) Ocorreu em 1378 um cisma na igreja, que afetaria toda a Europa Católica. Conhecido hoje por Grande Cisma do Ocidente, o evento permitiu a existência de dois papas simultâneos, um em Avinhão na França e outro em Roma. Obviamente, a França apoiava o papa de Avinhão. Em plena guerra dos 100 anos, Castela, do lado francês da luta, apoiou também esse papa. Mas é igualmente óbvio que a Inglaterra e seus partidários apoiariam o papa que ressurgiu em Roma. E Portugal? Preso entre a força militar castelhana e a vontade de apoiar a Inglaterra, o reino português flutuava entre os dois papas ao sabor da necessidade do momento, mas no começo o apoio português estava com Clemente VII, o papa em Avinhão. (1381) A partir de 1381, após a morte de Henrique II de Castela e novo acordo de Dom Fernando com os ingleses, Portugal se coloca sob a égide do papa Urbano IV, de Roma.

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