Dom João de Avis - Décimo Rei de Portugal - Política Externa

Apoie o canal por Pix, usando este email como chave: [email protected] Ou use a plataforma do Apóia-se: https://apoia.se/canaletimo Apoiando o canal Étimo, você apoia o canal Solilóquio Capítulos: 00:00 | Introdução 00:33 | Recapitulação 01:15 | Batalha de Valverde 02:16 | Tratado de Windsor e Invasões à Castela 03:46 | Mais escaramuças entre Portugal e Castela 04:20 | Conquista de Ceuta e navegações 08:08 | Morte de Dom João I e Nuno Álvares Para saber mais: João Ameal - História de Portugal Ricardo da Costa - Cronologia da Península Ibérica (379-1500): https://www.ricardocosta.com/cronolog... http://maltez.info/aaanetnovabiografi... José Adelino Maltes - LInha do Tempo: https://maltez.info/aaanetnovabiografia/ Aljubarrota ficara no passado. Vencido o inimigo, agora Dom João, mestre de Avis, podia se concentrar em aventuras maiores, o ímpeto da expansão portuguesa ganha contornos mais bem definidos. VINHETA Olá amigo do canal solilóquio, no último vídeo você acompanhou a os principais fatos da política interna de Dom João, mestre de Avis. Também ficou sabendo sobre o surgimento da chamada ínclita geração. Agora, você acompanhará o contra-ataque português a terras castelhanas, e saberá detalhes do início da expansão portuguesa... a África é logo ali. POLÍTICA EXTERNA (1385) Portugal havia vencido em Aljubarrota, mas Nuno Álvares, o condestável, ainda queria deixar as forças castelhanas alquebradas. Entrando por Badajoz, ele segue para Mérida, sendo confrontando em Valverde, entre Medelín e Mérida. Contra ele vinham os mestres de Santiago, de Calatrava e o conde de Niebla. Durante a batalha que se seguiu, o condestável foi ferido no pé. Saindo em certo momento para rezar, Nuno é interpelado por Rui Gonçalves e depois por Gonçalo Anes, que o lembram que se ele continuar rezando, todos vão morrer. Mas Nuno se ergue só quando ele está convencido de que a prece foi feita satisfatoriamente. ("Nada de rezas, que morremos todos!) Reanimados ao rever seu líder, os portugueses sob o comando do condestável voltam a vencer um inimigo mais numeroso, na proporção de 1 para 4. Nessa época Portugal já havia iniciado um longevo acordo com os ingleses e inseridos na guerra dos cem anos, os portugueses estavam do lado britânico e reconheceram o duque de Lancaster, João de Gante, como o legítimo rei de Castela. (1386) Em 1386, foi assinado o tratado de Windsor com os ingleses. (1387) e no ano seguinte, o duque de Lancaster e as forças portuguesas invadiram Léon, Alcañides, Tábara, Benavente, Roales , entram em Zamora, atingem Ciudad Rodrigo, e passam a reentrar em Portugal por Almeida. Mas os ingleses começam a diminuir em número, por epidemias e outras causas, e o duque de Lancaster se contenta com uma soma em dinheiro, deixando Castela em paz. (1389) Em 1389, João de Castela assina com o mestre o tratado de Tréguas de Monção, com devoluções de praças tomadas pelos dois lados, somados a 3 anos de suspensão das hostilidades. O rei Castelhano morreria durante tais tréguas. (1393) Estava muito bom ter um pouco de paz, por isso, em 1393, foi assinado o tratado de Lisboa, aumentando para 15 anos a trégua entre os dois reinos peninsulares. (1396) Os 15 anos de paz duraram três, já que em 1396 Portugal e Castela voltavam às armas, com Portugal apoderando-se de Badajoz. (1397) Em resposta, os castelhanos arrasaram os campos da Beira Alta até Viseu, regressando em seguida a Castela; Depois, um exército castelhano invadiu o Alentejo, chegando quase a Alcácer do Sal, e depois também regressou à Castela; (1411) Foi só em outubro de 1411, em Ayllón, na Segóvia, que Portugal e Espanha assinaram um tratado de paz, entre aspas, “perpétuo”. (1412) Foi em 1412 que Portugal voltou de novo a se preparar para uma grande ação militar, um empreendimento ímpar: A tomada de Ceuta. Tudo começou com a idéia do rei de armar seus filhos cavaleiros através de um vistoso torneio. Mas os infantes não se agradavam dessa guerra de faz-de conta, e queria entrar para a cavalaria através de grandes de feitos. Se fosse numa guerra contra os mouros, melhor ainda. Tomar a muçulmana Granada, algo que poderia ser feito por terra, colocaria Portugal de Novo em rota de colisão com Castela, por isso, os olhos do reino voltaram-se para a porta de entrada para a África: Ceuta. Motivos para Portugal embarcar nessa aventura haviam. Impedir que Ceuta ajudasse como local de concentração de tropas mouras, em caso de ataque à península ibérica, e facilitar empreendimentos futuros contra os mouros na África. Mas o rei Dom João, que derramara já muito sangue nas guerras contra Castela, parecia não ter vontade de derramar outros ainda mais. Consultando um conselho de teólogos, o rei teve deles a resposta de que lutar contra o infiel sempre foi a vocação dos que sentaram no trono português antes dele, começando por Dom Afonso Henriques. Então o mestre de Aviz se decidiu, e a campanha foi planejada.