Radamés Gnattali - Trio miniatura (Trio Puelli)

Apoie este canal para desbloquear benefícios e fortalecer nossos trabalhos.    / @institutopianobrasileiro   Trio miniatura, de Radamés Gnattali, interpretado pelo Trio Puelli, formado por Karin Fernandes (piano), Ana de Oliveira (violino) e Adriana Holtz (violoncelo). 0:00 I. Allegro 3:42 II. Lento 4:40 III. Vivo -- Radamés Gnattali nasceu em 1906, em Porto Alegre, e faleceu em 1988, no Rio de Janeiro. Desde cedo, foi envolvido com a música graças à formação musical da família: sua mãe, pianista, lhe ensinou os primeiros passos no instrumento, e seu pai, fagotista e maestro, incentivava os filhos a seguir esse caminho. Radamés teve uma formação sólida, estudando piano com Guilherme Fontainha e violino com sua prima Olga Fossati, chegando a atuar também como violista. Ainda jovem, trabalhou em cinemas e orquestras de baile, o que lhe proporcionou experiência prática com diferentes gêneros musicais. Tornou-se conhecido tanto como pianista quanto como regente e arranjador, destacando-se por sua versatilidade e pelo trânsito constante entre diferentes universos sonoros. Na década de 1930, Radamés estabeleceu-se no Rio de Janeiro, onde consolidou sua carreira como arranjador e maestro, especialmente em sua atuação na Rádio Nacional, da qual fez parte por mais de três décadas. Trabalhou com figuras centrais da música popular urbana, como Pixinguinha, Orlando Silva e Francisco Alves, contribuindo de maneira significativa para a estruturação sonora da era do rádio no Brasil. Foi pioneiro na incorporação de instrumentos populares às formações orquestrais e desenvolveu uma abordagem única de orquestração que fundia elementos das big bands norte-americanas com ritmos e timbres brasileiros. A extensa produção musical de Radamés inclui obras para formações diversas: escreveu sinfonias, concertos para diversos instrumentos solistas (como violão, guitarra elétrica, harmônica, acordeon, piano, harpa e bandolim), peças de câmara e obras para conjuntos populares. Destacam-se títulos como Rapsódia brasileira (1931), Brasiliana nº 1 (1945), Concerto romântico para piano e orquestra (1949), Concerto para harpa e orquestra (1958), além de suas Suítes de dança popular brasileira. Também deixou significativa contribuição ao repertório vocal, com canções como Modinha (1934), Azulão (1940) e Seis canções (1965). Radamés cultivou parcerias artísticas com músicos que marcaram época, como Garoto, Chiquinho do Acordeon, Edu da Gaita, Jacob do Bandolim e Dorival Caymmi. A partir dos anos 1960, expandiu sua atuação para a televisão, trabalhando como arranjador e maestro nas redes Excelsior e Globo. Ainda nos anos 1970, com o renascimento do choro, teve diversas de suas obras regravadas por novas gerações de intérpretes. A trajetória de Radamés Gnattali foi marcada por uma postura constante de experimentação, um esforço deliberado em dissolver as fronteiras entre as chamadas músicas de tradição "popular" e "erudita” e um compromisso contínuo com a criação e a reinvenção de linguagens musicais. Sua contribuição se destaca não apenas pela quantidade e diversidade de obras produzidas, mas também pelo papel de ponte entre mundos sonoros distintos, deixando um legado que segue inspirando músicos de diferentes gerações. -- Para saber mais, acesse: https://radamesgnattali.com.br/ Gravação presente no álbum "Radamés Gnattali: Integra das obras para piano, violino e violoncelo", lançado em 2018. Link para o spotify: https://open.spotify.com/intl-pt/albu... Agradecimentos a Karin Fernandes, ao Trio Puelli e a Roberto Gnattali, que fez a revisão da partitura. Edição das imagens e edição do vídeo: Douglas Passoni de Oliveira Curadoria e revisão técnica: Alexandre Dias