Antonio Cardoso de Menezes - Il re di Lahore (sobre temas de Massenet) (L. Kolodin, piano)

Il re di Lahore [O rei de Lahore], quadrilha brilhante de Antonio Cardoso de Menezes sobre temas da ópera homônima de Jules Massenet, interpretada por Luis Kolodin. 1ª gravação mundial. A quadrilha é composta por 5 partes: 0:00 No.1 0:44 No.2 1:41 No.3 3:23 No.4 4:01 No.5 Link para o vídeo original:    • Cardoso de Menezes - Quadrilha "Il re de L...   -- Antônio Frederico Cardoso de Menezes e Sousa, também referido como Cardoso de Meneses, nasceu em Taubaté, São Paulo. O perfil publicado em O Álbum, ano I, n. 29, em julho de 1893, periódico dirigido por Artur Azevedo, informa a sua data de nascimento como 11 de julho de 1849. Outras fontes registram 8 de julho de 1848, e também há divergência sobre a morte, pois alguns catálogos indicam 1915, enquanto a pesquisa de Chantal e Dinelli confirma 6 de janeiro de 1931, no Rio de Janeiro. Filho de João Cardoso de Menezes e Sousa, Barão de Paranapiacaba, Cardoso de Menezes foi pianista, compositor, advogado, funcionário público, jornalista e autor teatral, atuando em um repertório ligado aos salões, ao teatro, à imprensa e ao mercado editorial de partituras do fim do Império e das primeiras décadas republicanas. Formou-se em ciências sociais e jurídicas. Segundo O Álbum, concluiu o curso em 1871, mas a Marselhesa Acadêmica, composta no contexto da revolta dos estudantes em São Paulo, teria retardado por dois anos a obtenção do diploma, depois recebido na Faculdade de Direito do Recife. Na viagem para Pernambuco, sobreviveu ao naufrágio do paquete Gambie, da companhia Messageries Maritimes. Em 1873, foi oficial de gabinete do ministro da Justiça do gabinete Rio Branco, e em 1879 foi nomeado oficial da Diretoria Geral do Contencioso do Tesouro Nacional, com interrupções ocasionais para comissões do Ministério da Fazenda. O mesmo texto registra sua atuação constante na imprensa, sobretudo em folhetins de costumes e crítica musical, e a Biblioteca Digital de Literatura de Países Lusófonos identifica seus pseudônimos A. Freza, Charnacé e Máscara Azul. No Rio de Janeiro, Cardoso de Menezes esteve ligado a círculos literários e artísticos, manteve reuniões semanais em sua casa em Laranjeiras e conviveu com nomes como Olavo Bilac, Artur Azevedo, Aluísio Azevedo, Coelho Neto, Luís Murat, Guimarães Passos e Paula Ney. Casou-se com a pianista portuguesa Judith Ribas, com quem se apresentou a quatro mãos, inclusive diante de D. Pedro II. Sua relação com Louis Moreau Gottschalk aparece em diferentes fontes, tanto pela convivência artística quanto pela dedicatória de Lacrymosa à memória do pianista. No campo abolicionista, destaca-se a Marselhesa dos escravos, grande marcha sinfônica para orquestra e banda militar, composta em 1884 para comemorar a libertação do Ceará e apresentada em 25 de março daquele ano, sob regência do autor, com quarenta professores e a banda dos Meninos Desvalidos. O catálogo documentado de Cardoso de Menezes reúne peças para piano solo, piano a quatro mãos, canto, recitativo, teatro e fantasias sobre óperas. Chantal e Dinelli indicam 71 composições catalogadas até 2015, com predominância de obras para piano. Entre as peças a quatro mãos aparecem A gruta dos pássaros, Estrella-Vesper, Os canários, Os rouxinóis e 1ª Fantasia. No repertório pianístico e de salão que inclui paráfrases sobre temas de outros compositores, constam Aida, Ave Maria da ópera Otello, Dinorah, Ruy Blas, O Profeta, Il Re de Lahore, A Gata Borralheira, Don Carlo, Mephistopheles, Salvator Rosa, Caridade na sombra, Impromptu melódico, Lacrymosa, Lágrimas de Noite, Lânguida, Pensa, Pourquoi?, Queixosa, Saudosa, Scalchi, Tem par para esta?, Nazareth, Onde está o gato?, Polca das crianças, Quem dançar, casa, Valsa da aurora, Yayá, por isso mesmo!, A gazetinha, Comigo é na chincha!, Espevitada ou Espivitada, Interessante, Minha sogra foi à missa, No gramado é que se vê e Vou dançar com minha sogra. Na produção vocal e teatral, as fontes registram A hebreia, Branca Rosa, O cocheiro de bonde, Primeira serenata, Serenata nº 1, Serenata nº 2, Serenata nº 3, Santa Cecília, Rappelle-toi, O Primo Basílio, A Eleição direta ou Um deputado pela eleição direta, Amores de um sacristão, Notas recolhidas, Pêra de Satanás, Cabeça que fala, Moura encantada, Mártires da Germânia, Donzelas de Belleville, Cebolas do Egito, Dous cadis, Gabarolas, Camões, O doutor Negro, Sebastião de Carvalho, Uma aranha em palpos de aranha e Feiticeira, esta última como texto de Cardoso em obra de Eliezer Telles. Fontes: O Álbum, 1893. Aubin e Santos, ANPPOM, 2020. Biblioteca Digital Luso-Brasileira. Acervo Casa do Choro. Dicionário Cravo Albin. IMSLP. Ribas: uma dinastia de músicos no Porto. Santos e Dinelli, Brasil-Europa, 2015. -- Nossos agradecimentos a Luis Kolodin. -- Seu apoio viabiliza novas partituras, edições críticas e acesso qualificado ao acervo: https://catarse.me/institutopianobras... Support us on Patreon: patreon.com/BrazilianPianoInstitute -- Curadoria, edição das imagens e do vídeo: Alexandre Dias