Deus é misericordioso - Texto: 2 Coríntios 1:2-4

“Porque o Senhor se levantará como no monte Perazim, irar-se-á como no vale de Gibeão, para fazer a sua obra — a sua estranha obra — e para executar o seu ato — o seu ato extraordinário.” Isaías 28:21 Monte Perazim (2 Sm 5.20) foi o lugar onde o Senhor concedeu a Davi uma vitória repentina e esmagadora sobre os filisteus. Vale de Gibeão (Js 10.10–14) foi o cenário de uma intervenção sobrenatural de Deus, quando o sol parou até que os inimigos de Israel fossem derrotados. Esses acontecimentos nos lembram que o SENHOR é soberano e todo-poderoso: Ele age, e ninguém pode impedir. Contudo, aqui Isaías anuncia algo inesperado. Deus se levantará não para exercer misericórdia sobre o seu povo, o que lhe é próprio e natural, mas para executar juízo. Por isso o profeta chama esse agir de “sua obra estranha” e de “seu ato extraordinário”. Punir o próprio povo não é o deleite de Deus, não corresponde ao seu prazer. O juízo não é o seu caminho habitual; é um agir incomum, não ordinário, acionado quando a graça é persistentemente rejeitada. Misericórdia vem do latim e é formada por duas palavras: miseri / miser (mísero, infeliz, aquele que sofre) e cor, cordis (coração). Literalmente, significa ter o coração voltado ao miserável, um coração que sente a miséria do outro. Não se trata apenas de pena ou emoção passageira. Na própria etimologia, misericórdia é um movimento do coração: o coração é afetado pela miséria alheia e, por isso, inclina-se a agir, inclinando-se ao necessitado, ao culpado e ao fraco.