Sá de Miranda - Só a poesia nos Salvará

Olá, hoje é terça-feira, dia 27 de outubro, e foi num 27 de outubro de 1912, portanto há exatos 108 anos atrás que foi inaugurado o bondinho do Pão de Açúcar e depois desse parêntesis para que nosso conhecimento fique mais enriquecido e talvez possamos conquistar Júpiter afinal, voltamos a nossa realidade de estarmos num 27 de outubro daquele ano com cara de Plutão de 2020. E continuamos com nossas dosagens diárias do antidoto do mau humor “Só a poesia nos Salvará”. Bem, hoje a nossa nau da língua portuguesa depois de percorrer durante 4 semanas os poetas modernos brasileiros e ontem ainda lemos mais um poeta concretista, a nossa nau faz uma reviravolta e dá quinada para a Coimbra do século XV onde nasceu no dia 28 de agosto de 1481 o poeta Francisco Sá de Miranda e falecido no distrito de Amares em 15 de março de 1558, com 76 anos. Sá de Miranda era meio-irmão de Mem de Sá, e filho de Gonçalo Mendes de Sá, cónego da Sé de Coimbra e de Inês de Melo, solteira, nobre de Barcelos. Sá de Miranda estudou Gramática, Retórica e Humanidades na Escola de Santa Cruz, onde possivelmente teria estudado Luís de Camões. Frequentou depois a Universidade, ao tempo estabelecida em Lisboa, onde fez o curso de Leis alcançando o grau de doutor em Direito. Compôs cantigas, vilancetes e esparsas, ao gosto dos poetas do século XV. O Cancioneiro Geral de Garcia de Resende, impresso em 1516, publicou treze poesias do Doutor Francisco de Sá. Os seus versos, à maneira dos trovadores da época, já revelam o carácter do homem e a vivacidade e cultura do seu espírito. Para Sá de Miranda, a poesia não é uma ocupação para ócios de intelectual ou de salões, como para os poetas que o antecederam, mas uma missão sagrada. O poeta é como um profeta, deve denunciar os vícios da sociedade, sobretudo da corte, o abandono dos campos e a preocupação exagerada do luxo, que tudo corrompe, deve propor a vida sadia em contacto com a «madre» natureza, a simplicidade e a felicidade dos lavradores. Olá, hoje é terça-feira, dia 27 de outubro, e foi num 27 de outubro de 1912, portanto há exatos 108 anos atrás que foi inaugurado o bondinho do Pão de Açúcar e depois desse parêntesis para que nosso conhecimento fique mais enriquecido e talvez possamos conquistar Júpiter afinal, voltamos a nossa realidade de estarmos num 27 de outubro daquele ano com cara de Plutão de 2020. E continuamos com nossas dosagens diárias do antitodo do mau humor “Só a poesia nos Salvará”. Bem, hoje a nossa nau da língua portuguesa depois de percorrer durante 4 semanas os poetas modernos brasileiros e ontem ainda lemos mais um poeta concretista, a nossa nau faz uma reviravolta e dá quinada para a Coimbra do século XV onde nasceu no dia 28 de agosto de 1481 o poeta Francisco Sá de Miranda e falecido no distrito de Amares em 15 de março de 1558, com 76 anos. Sá de Miranda era meio-irmão de Mem de Sá, e filho de Gonçalo Mendes de Sá, cónego da Sé de Coimbra e de Inês de Melo, solteira, nobre de Barcelos. Sá de Miranda estudou Gramática, Retórica e Humanidades na Escola de Santa Cruz, onde possivelmente teria estudado Luís de Camões. Frequentou depois a Universidade, ao tempo estabelecida em Lisboa, onde fez o curso de Leis alcançando o grau de doutor em Direito. Compôs cantigas, vilancetes e esparsas, ao gosto dos poetas do século XV. O Cancioneiro Geral de Garcia de Resende, impresso em 1516, publicou treze poesias do Doutor Francisco de Sá. Os seus versos, à maneira dos trovadores da época, já revelam o carácter do homem e a vivacidade e cultura do seu espírito. Para Sá de Miranda, a poesia não é uma ocupação para ócios de intelectual ou de salões, como para os poetas que o antecederam, mas uma missão sagrada. O poeta é como um profeta, deve denunciar os vícios da sociedade, sobretudo da corte, o abandono dos campos e a preocupação exagerada do luxo, que tudo corrompe, deve propor a vida sadia em contacto com a «madre» natureza, a simplicidade e a felicidade dos lavradores.