Antônio Serrão de Castro - Só a poesia nos Salvará

Olá, hoje é novamente o meio da semana, quarta feira, dia 28 de outubro dia em que Cristiano foi coroado rei. É claro que não é Cristiano Ronaldo que estamos falando, mas sim, de Cristiano I coroado rei da Dinamarca num 28 de outubro de 1449 e aqui em terras de Pindorama o calendário segue como dia 28 de outubro daquele ano que índio não tem pipoca de 2020. Mesmo debaixo de todas as tormentas continuamos com nossas leituras diárias de poema em busca da libertação d’alma intitulado “Só a poesia nos Salvará”. E como ontem a nossa nau da língua portuguesa deu uma guinada para terras lusitanas do século XV a nossa nau continua ancorada lá, desta vez em Lisboa, onde nasceu o poeta Antônio Serrão de Castro no ano do Senhor de 1610 e faleceu no ano de 1685. Antônio Serrão de Castro era cristão novo, isto é, descente de judeu que foi obrigado a se converter ao catolicismo, pois, se não o fizesse seria morto, acabou sendo, assim, mesmo preso pela Inquisição em 1672, permanecendo encarcerado até 1682. Dois anos após deixar a prisão, em 1684, foi recolhido ao Hospital Real onde aí faleceu. Foi membro da Academia dos Singulares de Lisboa, havendo um grande número de poemas seus nos dois volumes que reúnem os trabalhos dessa agremiação. No entanto, a principal obra de António Serrão de Castro é o poema satírico “Os Ratos da Inquisição”, escrito durante os anos em que esteve preso e que viria a ser publicado e prefaciado em 1883 por Camilo Castelo Branco. Lerei, portanto, para vocês quatro desses deliciosos versos satíricos de Antônio Serrão de Castro.