Elas começaram a me fazer senti-las reais

Aprender a amar e conhecer a alma humana desde muito cedo — fruto das dezenas de livros sobre psicologia, fé e relacionamentos que meus pais tinham guardado no guarda-roupa e que pude bisbilhotar desde criança — foi o que contribuiu em muito para que eu desenvolvesse uma visão interna e consequentemente um estilo com expressividade e identidades reais. Obviamente todos os anos de estudos praticamente ininterruptos, desde os 12 anos, me deram a habilidade de transferir essa visão interna para os traços, mas hoje vejo claramente que apenas os traços e técnicas jamais me trariam até aqui — o que é um engano de muitos ilustradores, inclusive ilustradores avançados. Essa primeira série de volta aqui ao YouTube tem um objetivo de construir um elo entre a última fase aqui — onde ficava 90% do conteúdo em técnicas e quase nada sobre um olhar humano mais profundo. Por hora estou aquecendo com vídeos silenciosos, pois os de fala serão — provavelmente — bem provocadores de barulhos.