Cristianismo revolucionário - Engels sobre Thomas Münzer e as guerras camponesas na Alemanha

Marx afirma que a religião não é apenas uma expressão da miséria real, mas também um protesto contra ela. Neste vídeo queremos mostrar que, na análise marxista, a religião pode desempenhar, em certos contextos, um papel progressista na história – um papel bem diferente daquele das grandes indústrias da fé que vemos no Brasil hoje. ► Curso "A filosofia de Karl Marx - uma introdução": https://www.udemy.com/course/a-filoso... ► Curso "Introdução à filosofia - dos pré-socráticos a Sartre": https://www.udemy.com/course/introduc... ► Ajude a manter este canal através do Apoia.se https://apoia.se/filosofiavermelha Vamos apresentar a leitura que Engels faz sobre as guerras camponesas na Alemanha e do reformador protestante que escolheu o lado dos mais pobres: Thomas Münzer, chamado pelo filósofo marxista Ernst Bloch de “teólogo da revolução”. Engels afirma que os ataques ao modo de produção feudal apareciam às vezes como mística, às vezes como heresia e às vezes como levante armado. Das várias formas de "heresia", havia também aquelas que eram expressão direta das necessidades camponesas e plebeias. A principal figura de expressão destas foi Thomas Münzer, opositor de Martinho Lutero dentro do movimento da reforma protestante. A ala da reforma protestante representada por Münzer tinha um programa político-teológico bem definido, que consistia basicamente no estabelecimento do reino de Deus na terra, aqui e agora. Por "reino de Deus" Münzer entendia nada menos que uma sociedade sem classes e sem propriedade privada. A análise de Engels sobre Münzer e este evento histórico é importante para mostrar que a religião pode eventualmente servir também a causas progressistas, não cumprindo unicamente um papel de como fonte de alienação. Hegel também nos oferece uma excelente reflexão sobre como abordar temas religiosos. Em seus "Princípios da filosofia do direito", no parágrafo 268, ele diz que aqueles não educados (Ungebildete) se comprazem em criticar. "Encontrar erros é fácil", afirma Hegel. Difícil é ver a necessidade imanente de cada coisa, mesmo naqueles fenômenos religiosos às vezes descartados simplesmente como supersticiosos. Obras referenciadas no vídeo: Engels: https://www.expressaopopular.com.br/l... Ernst Bloch: https://www.suhrkamp.de/buecher/gesam... Hegel: https://www.suhrkamp.de/buecher/werke... ============================= SIGA-NOS TAMBÉM NESTAS REDES: ============================= Twitter:   / hegelmarxlukacs   Facebook:   / filosofiavermelha   Instagram:   / filosofiavermelha   ============================= PODCAST FILOSOFIA VERMELHA: ============================= Spotify: https://open.spotify.com/show/22dZX1K... Deezer: http://www.deezer.com/show/1028882 iTunes: https://podcasts.apple.com/de/podcast... Google Podcasts: https://podcasts.google.com/?feed=aHR... Google Play: https://playmusic.app.goo.gl/?ibi=com... Stitcher: https://www.stitcher.com/podcast/filo... Acast: https://shows.acast.com/filosofiaverm...