LINGUAGEM COMO FUNÇÃO MENTAL! ALTERAÇÕES PODEM SER ALTERAÇÕES PSÍQUICAS? sacoplimca pj Ep.08
A linguagem é um sistema de signos que possui uma organização e utilizamos para nos comunicarmos. Em especial através da fala. Enquanto função mental, consideramos o funcionamento geral da linguagem no que diz respeito a produção e emissão de sons, gestos, etc. Também avaliamos como é produzido, vendo a fluidez. E finalmente, observamos também a organização. Por refletir várias outras funções mentais, a linguagem é uma função muito importante. Ela é também, em geral, o instrumento que utilizamos para acessar as demais funções. Logo, sua importância fica ainda maior. Entre suas alterações, algumas são causadas por situações diferentes de uma manifestação psicológica em si. Outras doenças e quadros orgânicos podem levar a alterações da linguagem de forma secundária, como AVC, lesão no cérebro, um tumor, etc. Destas alterações, a mais grave é a afasia, que tem a perda da linguagem ouvida e/ou falada. Temos ainda a alexia, perda da linguagem de leitura, ou a agrafia, perda da linguagem escrita. Alterações na produção da linguagem mecanicamente passam por parafasias e disartrias. Alterações também na produção da linguagem falada envolvem a disfonia (uma alteração na voz), a afonia (a perda da voz), a dislalia (troca de letras), disglossia (produção mecânica da dicção alterada), tartamudez (conhecida como gagueira) e outras. Há também a dislexia, que é a dificuldade na aquisição da leitura, diferente da alexia, que é a perda. Uma alteração importante sobre a organização é o discurso desorganizado. Nele observamos um discurso vago, com tangencialidade, pouca coerência lógica e associações fracas ou inexistentes. Alterações na produção envolvem aumento da velocidade e conteúdo. Quando acelera sem perder a dicção e clareza, é apenas fala acelerada; quando aumenta o conteúdo, mas ainda com clareza, é louquacidade. Quando aumenta ambos e há perda da clareza, chamamos de logorréia. Ainda, se observamos uma aceleração tamanha que a dicção fica incompreensível, nomeamos de taquilalia. Há ainda um estado de impulso por falar. Trata-se de querer começar a falar, ou não parar. Chamamos de pressão na fala. No outro extremo, reduções da linguagem envolvem a bradilalia, com redução na velocidade. Ainda, outras que merecem destaque são a verbigeração, que se assemelha a um “falar para dentro”, com murmúrios mesmo; o discurso monossilábico, que é o não desenvolvimento de respostas mais complexas, bem como o mutismo, que é a ausência de linguagem. Em fases prévias ao mutismo, caso esteja presente um processo de dificuldade de produção linguística, um empobrecimento, podemos chamar de alogia. A linguagem está alterada em inúmeros transtornos. Impossível não destacar os transtornos do neurodesenvolvimento, particularmente os transtornos de comunicação. Entretanto, neste mesmo grupo de transtornos, outros também envolvem alterações da linguagem, como o transtorno do espectro autista e o TDAH. Nos transtornos do espectro da esquizofrenia alterações também podem existir, com destaque para o discurso desorganizado. Transtornos neurocognitivos também envolvem empobrecimentos, ou até alterações secundárias das mais diversas com frequência. Há ainda possíveis alterações da linguagem em muitos outros transtornos, desde depressão, transtorno bipolar até transtornos de personalidade. Quer saber mais sobre linguagem no funcionamento psicopatológico, aproveite o vídeo!

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