Ceilândia vista do céu. Uma cidade maravilhosa.
História: Antes da chegada dos portugueses, o território era habitado por índios (da tribo dos cataguás). Os primeiros registros de ocupação de origem europeia na região datam do século XVIII, e mostram que, como tradicionalmente ocorreu em outras regiões brasileiras, os primeiros povoamentos de origem europeia foram estimulados pela busca de metais preciosos e pela atividade agropecuária. Na área também instalaram-se negros escravizados fugitivos das minas de Paracatu e de Goiás. Com a transferência da capital do Brasil do Rio de Janeiro para o atual Distrito Federal, as terras dessa região foram desapropriadas pelo governo do estado de Goiás, no período de 1956 a 1958, sob responsabilidade da Comissão Goiana de Cooperação para a Mudança da Capital do Brasil, tendo, por presidente, Altamiro de Moura Pacheco. Em 1969, com apenas nove anos de fundação, Brasília já tinha 79 128 habitantes em ocupações irregulares, que moravam em aglomerados próximos ao centro da capital, local de trabalho da maioria dessas pessoas, para uma população de 500 mil habitantes em todo o Distrito Federal. Naquele ano, foi realizado, em Brasília, um seminário sobre problemas sociais no recém-criado Distrito Federal. O surgimento de áreas urbanas carentes de infraestrutura foi o ponto mais discutido naquele momento. Reconhecendo a gravidade do problema e suas consequências, o governador Hélio Prates da Silveira solicitou a erradicação das invasões à Secretaria de Serviços Sociais, comandada por Otamar Lopes Cardoso. No mesmo ano, foi criado um grupo de trabalho que, mais tarde, se transformou em Comissão de Erradicação das Invasões. Foi criada, então, a "Campanha de Erradicação das Invasões" (CEI, donde "Ceilândia"), presidida pela então primeira-dama, dona Vera de Almeida Silveira. Em 1971, já estavam demarcados 17 619 lotes, numa área de 20 quilômetros quadrados, que, posteriormente, foi ampliada para 231,96 quilômetros quadrados, pelo Decreto 2 842, de 10 de agosto de 1988. Os lotes ficavam ao norte de Taguatinga, nas antigas terras da Fazenda Guariroba. Os lotes eram destinados à transferência dos moradores das invasões do IAPI; das Vilas Tenório, Esperança, Bernardo Sayão e Colombo; dos morros do Querosene e do Urubu; e Curral das Éguas e Placa das Mercedes, invasões com mais de 15 mil barracos e mais de 80 mil moradores. A Novacap fez a demarcação em 97 dias, com início em 15 de outubro de 1970. Em 27 de março de 1971, o governador Hélio Prates lançava a pedra fundamental da então cidade-satélite de Ceilândia. Às 9 horas do mesmo dia, tinha início o processo de assentamento das vinte primeiras famílias da invasão do IAPI. Ceilândia, possui cerca de 398 374 habitantes (PDAD 2010/2011), e é a região administrativa de maior população do Distrito Federal. A padroeira da cidade é Nossa Senhora da Glória, cuja festa litúrgica se dá em 15 de agosto. Ceilândia foi dividida originalmente nas áreas de Ceilândia Norte, Ceilândia Sul, Ceilândia Centro e Guariroba (esses três primeiros, juntamente com parte da Guariroba, formavam o setor tradicional). Atualmente também é dividida em diversos outros setores, como Setor O, Expansão do Setor O, Condomínio Privê, P Norte, P Sul, QNQ e QNR, que, em sua grande maioria, são subúrbios densamente povoados. O controle urbano tem sido uma prioridade do governo local, embora não consiga muito sucesso, tendo em vista a expansão urbana ser inevitável com a chegada de mais moradores. Economia: Com uma população de cerca de 400 mil habitantes, Ceilândia é considerada a região administrativa com maior influência nordestina no Distrito Federal.[12] Tem uma economia forte, baseada principalmente no comércio e na indústria, e é considerada também um celeiro cultural e esportivo, por conta de sua riquíssima diversidade artística e pelos atletas da cidade que despontam no cenário nacional e mundial. O Setor de Indústrias de Ceilândia é um dos principais do Distrito Federal. As maiores fábricas são de pré-moldados, alimentos e móveis. E, de acordo com a Associação Empresarial de Ceilândia, ainda há espaço para crescer. Ceilândia é a região administrativa com o maior número de comerciários do Distrito Federal (100 mil), possui uma população economicamente ativa de 160 mil pessoas e pode-se verificar também uma grande quantidade de feiras na região, como a Feira Central - a principal, exemplo de um empreendimento informal, pelo qual a cidade também pode se fortalecer. Fonte: Wikipedia

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