Rap do Spider Noir (JUSTIÇA EM PRETO E BRANCO )// (ARANHA- VERSO)//(LIPE)

HOMEM ARANHA NOIR JUSTIÇA EM PRETO E BRANCO // (ARANHA VERSO)//(LIPE) Tempos de fome na estação Filas longas, pão e ilusão Tios mortos por bala perdida Nova York vende a própria vida Ben Urich falou: “Existe algo além” Um poder antigo, mais velho que o trem Num armazém esquecido no cais Uma aranha surgiu entre rituais Ela mordeu — mas não foi dor Foi como ouvir um sussurro do horror Deuses antigos na minha visão Prometeram força… cobraram a razão Desde então eu ouço ela falar “Caça os culpados… faz eles pagar” Eu não sou símbolo, nem sou esperança Sou o eco da vingança Na cidade afogada em corrupção Minha teia é punição O Duende ri no topo do poder Mas eu nasci pra fazer ele descer Justiça na escuridão Norman veste máscara social Mas governa o crime, industrial Explora o fraco, compra a lei Reis de terno — eu sei quem é o rei Eu não balanço entre arranha-céus Eu caminho no chão dos plebeus Punhos fechados, olhar fatal Sem piada, sem final moral Cada tiro ecoa na noite Cada grito é um açoite A cidade quer um salvador Mas ganhou algo pior A aranha sussurra no meu ouvido: “Sem misericórdia pro corrompido.” Eu não sou símbolo, nem sou esperança Sou o eco da vingança Na cidade afogada em corrupção Minha teia é punição O Duende ri no topo do poder Mas eu nasci pra fazer ele descer Justiça na escuridão Não existe Tia May sorrindo ao sol Só chuva fria e sangue no farol Aqui não tem cores brilhando no ar Só preto e branco pra condenar Se herói é quem salva e vai embora Eu fico… até a última hora Eu sou o medo que sobe o prédio O sussurro antes do remédio A fome que virou poder O erro que veio pra te prender Se o mundo caiu na ambição Eu viro lenda na escuridão E essa cidade é minha missão.