Quando usar a grade na radiologia veterinária?
Após a emissão do feixe primário de raios-X, alguns fótons passarão pelo paciente e atingirão o cassete (radiação transmitida), enquanto outros irão interagir com a matéria deste paciente. Destes últimos, alguns sofrerão absorção (radiação absorvida) e outros irão gerar radiação espalhada (dispersa). A radiação espalhada poderá atingir o filme em diferentes sentidos e reduzirá o detalhamento e contraste da imagem. Para evitar que isso ocorra, fazemos uso de um dispositivo chamado grade ou Bucky. Neste vídeo/ artigo apontaremos em quais situações o uso da grade será necessário e quais suas limitações. A chamada grade é uma placa retangular, composta por lâminas de um material que absorve a radiação X (normalmente chumbo), intercaladas por lâminas de material radiotransparente (plástico ou alumínio), que ficará disposta entre o paciente e o filme/ IP radiográfico, geralmente acoplada à mesa de exame. A grade tem a propriedade de "absorver" a radiação dispersa que não acompanha o sentido da disposição das lâminas, impedindo que esta chegue ao filme/ IP e que cause perda da definição da imagem produzida. No entanto, a grade também poderá absorver radiação do foco primário, especialmente da periferia da colimação, sendo necessário aumentar a miliamperagem na técnica escolhida quando fazemos uso da grade. Temos maior quantidade de radiação dispersa quanto maior for a densidade física do paciente, quanto maior o volume total do tecido irradiado e quanto maior o kVp utilizado. Assim sendo, usaremos a grade quando realizarmos radiografias de pacientes maiores ou de regiões espessas e densas, como por exemplo, o coxal de um rottweiler, a coluna de um golden retriever ou o tórax de um labrador. Para estruturas menores, com pouca massa ou ainda para paciente pequenos ou magros, como gatos e yorkshires, por exemplo, imagens radiográficas de boa qualidade podem ser obtidas sem o uso da grade, ou seja, com o cassete “em cima” da mesa. Isso permitirá que a técnica utilizada seja mais baixa (menor mAs), gerando menor radiação dispersa e, consequentemente, menor exposição do paciente, tutor e operador. Além disso, a técnica alcançada em equipamentos de baixa potência pode ser otimizada quando utilizamos o cassete em cima da mesa. Ao usarmos a grade, precisamos “acioná-la” nos comandos do equipamento, antes da realização do disparo, para que não sejam gerados artefatos derivados das suas lâminas de chumbo. Lembramos também que, quando o filme/ IP é colocado na grade, ele se distancia do objeto em estudo, resultando em magnificação deste na imagem radiográfica obtida. Em alguns casos, marcadores devem ser utilizados como parâmetros, para que possamos calcular o tamanho exato de uma estrutura representada na imagem radiográfica (especialmente quando se realizam imagens para planejamentos cirúrgicos ortopédicos). Em resumo, quanto maior e mais massa possuir a estrutura a ser radiografada, maior a técnica a ser utilizada, mais radiação dispersa será produzida e maior a necessidade de uso da grade para aquisição de uma imagem final com mais qualidade. -- Esse é o canal YouTube ‘imagem.vet – Telerradiologia Veterinária’. Somos a Gabriela, o Cazé e o Eduardo. A turma por trás da imagem.vet. Pioneiros na telerradiologia veterinária no Brasil, temos o objetivo de auxiliar na promoção da saúde dos animais ao difundir diagnóstico de qualidade, ético, de forma transparente e ágil, com a quebra da barreira física da distância, utilizando ferramentas digitais e tecnológicas sempre atuais. O YouTube se torna a nossa maneira de compartilhar gratuitamente tudo que sabemos para que a qualidade de vida de nossos pequenos companheiros ajude na qualidade de vida de nós mesmos. Aguardamos sua inscrição em nosso canal YouTube e o envio de suas imagens médicas (radiográficas, tomográficas ou traçados de eletrocardiografia) para que possamos realizar o laudo remotamente, reduzindo os custos em sua clínica veterinária. www.imagem.vet Vídeos novos todos os meses. Direção criativa do canal: Ari Hollaender / hollaender Canção Arpy, de Dan Henig

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