Helena Sacadura Cabral conta reação de Paulo Portas à morte do irmão - «Uma mãe que perde um filho n

Seis anos depois da morte do filho, Miguel, Helena Sacadura Cabral revela pormenores sobre o luto e de como o filho, Paulo, reagiu à partida do irmão.   Em abril de 2012, Helena Sacadura Cabral vivia o pior pesadelo que uma mãe pode atravessar: a perda de um filho. Miguel Portas, político e um dos fundadores do Bloco de Esquerda, morreu aos 53 anos, vítima de cancro no pulmão. Seis anos depois, em entrevista a Fátima Lopes no programa Conta-me como És, a escritora como é que o filho mais novo, Paulo Portas, reagiu à morte do irmão. «O Paulo sofreu uma perda irreparável com a morte do irmão. Eu não sofri menos do que o Paulo sofreu. O Paulo não teve menor dor do que eu», explicou Helena Sacadura Cabral. A escritora de 83 anos disse ainda que «uma mãe que perde um filho não deixa nunca mais de ter essa dor» e que o filho Miguel não queria que «andasse a chorar pelos cantos». Helena Sacadura Cabral manifestou ainda a sua satisfação por o filho mais novo estar atualmente afastado da política. Paulo Portas, recorde-se, abandonou a liderança do CDS-PP em 2015. Trabalha atualmente como consultor da Mota Engil e é comentador político da TVI. Apesar de não estar ativamente ligado à política, a mãe do ex-líder do CDS-PP diz: «a política continua a interessá-lo demasiado para o meu gosto». «Eu quis toda a vida que o Paulo saísse da política. Fiquei felicíssima quando ele decidiu encetar uma carreira nova. A politica não o deixava desabrochar», conta a economista e escritora. Aos 83 anos, Helena Sacadura Cabral tem dezenas de amigos, a maioria de gerações mais novas. A escritora explica a Fátima Lopes porque é que não tem amigos da sua idade. «As pessoas da minha idade estão preocupadas com o fim da vida, se Deus existe ou não, se os filhos vão no terceiro ou quarto casamento. Também estão preocupados se podem fazer enxertos na cara... nada disso é o meu mundo», conta, acrescentando ainda: «As pessoas da minha idade ou já desistiram da vida ou preocupam-se em antecipação. Eu tento envelhecer bem». Prestes a lançar mais um livro, previsto para novembro, Helena Sacadura Cabral explica que é uma privilegiada porque é paga para fazer o que gosta. «Já tive o meu período áureo, continuo a trabalhar e isso dá-me satisfação».