CORTEJO AFRO e o RACISMO no CARNAVAL de Salvador - Canal Preto

Qual é a cor da invisibilidade no Carnaval do Brasil? “Eu sou preta/ vou de encontro à alegria/ minha fantasia é mostrar o que eu sou/ vim de Pirajá tocando pra Oxalá/ pra mostrar a cor do Alá de Salvador”. Os Blocos Afros nasceram em Salvador, capital mais negra do País, há mais de 40 anos. Eles surgem com a intenção de valorizar o negro e a sua cultura. Também para falar, através da música e da arte, de questões como o racismo e a intolerância religiosa. Depois de tantos anos, no entanto, as imagens da estética e arte negra são usadas para vender o Carnaval da Bahia e do Brasil, mas não são valorizadas tanto quanto deveriam. Parte dos grupos que colocam o Bloco na rua falam sobre o compromisso com o povo negro e com a ancestralidade trazida nos desfiles e em todas as atividades que os antecedem. Apontam ainda a quase total invisibilidade dada a esses blocos, que quando conseguem desfilar, são colocados nos piores horários, com pouco ou nenhum recurso público. Na outra ponta, estão os grandes blocos protagonizados por brancos e patrocinados por grandes empresas. Um carnaval milionário, onde uma fatia muito pequena do lucro chega às mãos de quem compõe mais de 80% da população local. Participantes: Savannah Lima, cantora, compositora e atriz; Aloísio Menezes, ator, cantor e compositor; Alberto Pitta, Fundador do Cortejo Afro e artista plástico, Vovô do Ilê, Fundador do Bloco Ilê Ayê; Portella Açúcar, cantor e compositor e Veko Araújo, Performance. Músicas: Reza, Benzedura, simpatia - Aloísio Menezes/ Portela Açúcar/ Silvino Neto Eu sou preto - Mariene de Castro e J. Velloso Mais informações: https://correionago.com.br/portal/car... https://www.bahianoticias.com.br/cult... https://www.pragmatismopolitico.com.b... http://www.sepromi.ba.gov.br/2017/03/... http://g1.globo.com/bahia/carnaval/20... http://g1.globo.com/bahia/carnaval/20... https://www.geledes.org.br/apartheid-... #CanalPreto #Carnaval #CortejoAfro