#05 – FUNK, MONEY E LÓGICA PROPOSICIONAL | ui, aproxima-se o exame de Filosofia

|| Série "ui, aproxima-se o exame de Filosofia" | #05 – Funk, money e lógica proposicional || No nosso primeiro vídeo sobre lógica proposicional, há funk improvisado e uma chuva de dinheiro. || Segue-nos no Instagram:   / atuafilosofia   00:00 - introdução 00:31 - lógica aristotélica vs. lógica proposicional 03:57 - negação 04:21 - conjunção 05:18 - disjunção inclusiva 06:04 - disjunção exclusiva 06:28 - condicional 07:44 - bicondicional 08:33 - tabelas de verdade das conectivas 14:29 - simbolizar / interpretar 16:48 - conclusão ! UPDATE ! Vídeo da série "versus e critiquinhas" comparativo entre a lógica proposicional e a lógica aristotélica:    • UM COMBATE DE LÓGICAS   Agradecimentos: Comité do Canal; André Roma; ESA. || FUNK, MONEY E LÓGICA PROPOSICIONAL As AE de Filosofia - (https://www.dge.mec.pt/sites/default/..., que alguns de vós já devem ter imprimido e guardado numa espetacular mica - depois de nos terem apresentado uma idosa cheia de energia – a lógica aristotélica – levam-nos a conhecer agora uma vigorosa jovem – a lógica proposicional. A lógica aristotélica foi um sistema lógico criado por Aristóteles e desenvolvido ao longo da antiguidade e idade média. A lógica proposicional faz parte da chamada “lógica clássica”, surgida no final do século XIX. Enquanto a lógica aristotélica se foca em proposições simples e assenta na linguagem natural, a lógica proposicional trata de proposições complexas e apresenta uma carácter simbólico. “Mas para que serve então a lógica proposicional?”, podemos perguntar, fazendo com a nossa cara um daqueles emojis de ar suspeito. A lógica proposicional permite-nos aferir o valor lógico de uma proposição complexa a partir da combinação de valores lógicos das proposições simples. Mas pode a lógica proposicional fazer isto com qualquer proposição complexa? Não – apenas pode fazê-lo com proposições complexas que, na ligação entre as proposições simples, utilizem conectivas verofuncionais. É essencial conhecer estas conectivas e as suas condições de verdade (ou seja, em que casos é verdadeira a proposição complexa assente nessa conectiva), as quais se vertem em TABELAS DE VERDADE. NEGAÇÃO. A negação é a única conectiva unária, ou seja, a única que se aplica somente a uma proposição. Ela tem o valor lógico oposto ao da proposição negada. Imaginemos que P = “Aprecio o talento do João Baião” e que P é verdadeira; então, nãoP (por exemplo, é falso que eu aprecie o talento do João Baião) é falsa; e vice-versa. CONJUNÇÃO. A conjunção, tal como as demais conectivas excetuando a negação, é binária: une duas proposições. Imaginemos que P = “A Andreia gosta de sushi à discrição” e Q = “O Sr. Zé é um bom sushiman”. Ora, a conjunção P ^ Q (A Andreia gosta de sushi à discrição e o Sr. Zé é um bom sushiman) é verdadeira no caso de ambas as conjuntas de serem verdadeiras. DISJUNÇÃO INCLUSIVA. A disjunção inclusiva expressa-se através de um “ou” que funciona como “e/ou”. Uma disjunção inclusiva é verdadeira quando apenas uma das disjuntas é verdadeira ou quando ambas são verdadeiras. DISJUNÇÃO EXCLUSIVA. A disjunção exclusiva expressa-se, em linguagem natural, por um “ou, ou” (esta conectiva faz-me recordar um grande êxito dos 4Taste). Ou estás vivo, ou estás morto. A disjunção exclusiva é verdadeira quando apenas uma das disjuntas é verdadeira. Se ambas forem verdadeiras, ou ambas forem falsas, a disjunção exclusiva é falsa. CONDICIONAL. “Se estudas com eficácia, terás bons resultados”. Numa condicional, a antecedente (“estudas com eficácia”) é condição suficiente da consequente (“terás bons resultados”); e a consequente é condição necessária da antecedente. A condicional (também designada por implicação) é verdadeira em todos os casos exceto quando a antecedente é verdadeira e a consequente falsa. BICONDICIONAL. A bicondicional é uma condicional de parte a parte. Expressa-se por “se, e somente se”, por exemplo: “Se e somente se for uma mólecula H2O, então será uma molécula de água”. Neste caso, ambas as proposições simples são condição suficiente e necessária uma da outra. A esta relação lógica chamamos também “equivalência”. Ora, para dominar este mágico mundo da lógica proposicional, há que saber FORMALIZAR/SIMBOLIZAR (passar de linguagem natural para linguagem simbólica) e INTERPRETAR (passar de linguagem simbólica para linguagem natural), com o uso de um DICIONÁRIO. Reservamos as últimas palavras desta descrição para o uso de parêntesis. Se uma letra proposicional está entre duas conectivas e não são apresentados parêntesis, a fórmula está mal elaborada, pois é ambígua: P -» Q ^ R . Para onde “cai” o Q? É diferente dizer “Se vou à biblioteca, então estudo e encontro-me com o João”, de dizer “Se vou à biblioteca, então estudo; e, para além disso, encontro-me com o João”. Vamos colocar parêntesis para que vigore a primeira interpretação: P -» (Q ^ R).