Romário - Uma História Brasileira - Documentário Globosat - Exibido em 25/05/2007

Em "Romário: Uma História Brasileira", narrado por Sergio Chapelin, o jomalista Lúcio de Castro foi ouvir quem fez parte da história do baixinho. Depoimentos emocionantes da família, dos amigos de infância e de companheiros de um Romário ainda não conhecido. O brasileiro podia ser duas vezes órfão de Romário. Uma, dentro da pequena área. E é o pai do craque, seu Edevair, quem conta: Eu comecei com ele de ponta direita. Ele corria muito. E ponta tem que correr, né? A segunda vez, por causa de um bueiro vazio, em frente à casa do moleque Romário, na comunidade de Jacarezinho (RJ). O garoto vivia se escondendo ali. Se o bueiro tivesse água, meu Deus, tinha levado ele! - lembra hoje - aliviada e emocionada - dona Lita, a mãe do jogador. O documentário exibirá cenas exclusivas, como as imagens de vestiário em todas as partidas em que Romário tentou o gol mil - incluindo os bastidores da marca histórica, no estádio de São Januário. Neste dia, a câmera capta momentos de intimidade: um Romário de olhar perdido, ainda atônito após a conquista. Mesmo cercado pela mulher, Isabela, e pelos filhos, o craque mal falava. Uma História Brasileira é resultado do mergulho que o repórter Lúcio de Castro - acompanhado dos cinegrafistas da emissora - fez na vida do jogador. Durante três meses, a equipe seguiu de perto os passos de Romário e gravou mais de 30 horas de imagens e depoimentos. A equipe visitou o Jacarezinho e a Vila da Penha, onde Romário nasceu e morou, entrevistou familiares, amigos de infância, de escola e os companheiros do Estrelinha - time criado pelo pai quando o craque ainda era menino. Isso porque "Uma História Brasileira" vai além da carreira do jogador. O especial mostrará a vida de Romário desde a origem - pobre - no Jacarezinho (RJ). Eu já carreguei muita trouxa de roupa na cabeça, com a minha mãe - lembra o próprio Romário, em depoimento para o documentário. A gente morava num barraco de tábua, na favela - descreve o pai Edevair. Era muito, muito humilde mesmo - completa Dona Lita, para a câmera, revelando a fome de bola do filho desde bem pequeno. - Às vezes, ele me pedia para ir num campinho lá na beira da linha do trem. De madrugada!!! Vê se pode?! Romário se lembra de tudo. Nas imagens do especial, o jogador agradece os esforços de dona Lina e seu Edevair: Meu pai sempre acreditou muito em mim. Sempre me colocou para jogar contra os maiores. A atitude dele e a minha coragem me formaram. Tenho certeza de que isso foi importante para eu estar aqui hoje. Foi o pai também quem deu a receita de sucesso para o filho, muitos anos atrás. A imagem do documentário é curiosa. Romário descreve item por item, contando nos dedos: Ele me disse: não roubar, ter caráter, não fumar, não cheirar, não beber, não soltar pipa... e mais uma coisa que eu não posso falar - enumera, fazendo mistério, com a típica risadinha do Peixe. Do nascimento e da dedicação dos pais, o especial vai mostrar o começo no Olaria, a transferência para o Vasco, a ida para a Europa e a passagem por grandes clubes, chegando ao milésimo gol. Nestes últimos dias, Lúcio de Castro e o cinegrafista Fábio Brandão acompanharam todos os vestiários em que o jogador se concentrava para atingir a marca histórica. E, claro, todos os momentos que antecederam o pênalti contra o Sport, no último domingo. Até o gol que entrou para a História do futebol mundial. Graças a Romário. Graças a seu Edevair, que logo, logo tirou da cabeça aquela história de ter um ponta direita na família: Quando vi o jogo de cintura dele dentro da área...Que ponta direita, que nada!