Darsh - Dogma da Dualidade

LETRA Nos velhos dogmas, o bem e o mal a cindir Julgamentos da terra, olhares a se perder No breu, rotulamos quem não sabe luzir Demônios chamados, que esqueceram de ser Um mago nas sombras, na dor a vagar Pede em silêncio um afago, um lugar Mas além da matéria, a névoa findou A essência não é má, foi o passo que errou Em infinitos tons, a alma a florir Galhos do mesmo destino a seguir E a ilusão do oposto desbota no ar Não há breu absoluto que não possa clarear O tempo é a roda, o karma a lição E no abraço da dor, nasce a compreensão Quem atira a pedra traz a mão que falhou Na ciranda dos dias, a vida girou O viés do meu olho não quer mais julgar A sombra é apenas a falta de olhar Prisioneiros do eco da própria ilusão Por que condenar com a nossa miopia? Se a fonte alcança a todos, algum dia Nesse vasto terreiro de aprender constante Dar a mão no abismo é o passo adiante Não há inimigo, só um irmão distante E a ilusão do oposto desbota no ar Não há breu absoluto que não possa clarear O tempo é a roda, o karma a lição E no abraço da dor, nasce a compreensão Sem heróis ou vilões na trama divina Apenas a vida, que a todos ensina O véu enfim cai, a balança termina Onde cessa o juízo... o amor ilumina. O amor ilumina...