Mohenjo-Daro: A Cidade de 5.000 Anos com Esgoto e UrbanismoPerfeito — que Desapareceu Sem Explicação

Em 1922, o arqueólogo R. D. Banerji, do Serviço Arqueológico da Índia, estava a escavar um monte de terra nas planícies do rio Indo, na região de Sindh — actual Paquistão. Esperava encontrar um templo budista. O monte parecia ter a forma certa. Outros montes semelhantes na região tinham revelado ruínas budistas do período Kushana. O que encontrou debaixo da terra era 2.000 anos mais antigo do que qualquer templo budista. Eram as ruínas de uma cidade inteira. Ruas. Casas. Muralhas. Drenos. Uma cidade que ninguém sabia que existia — porque nenhum texto histórico a mencionava. Nenhum mapa antigo a registava. Nenhuma tradição oral a preservava. A civilização do Vale do Indo — da qual Mohenjo-Daro era a maior cidade — tinha sido completamente esquecida. Apagada da história. Enquanto o Egito e a Mesopotâmia eram estudados há séculos, uma civilização tão antiga e tão avançada quanto ambas permanecia enterrada e desconhecida. Os habitantes locais chamavam o monte de Mohenjo-Daro. Em sindi, significa "Monte dos Mortos." Mais uma vez — como no Passo Dyatlov — o nome que o local tinha antes da descoberta parecia prever o que seria encontrado lá.