cabrita baixa_torreira 2012_vara de apalpar e cabritar

utilização da vara de apalpar para determinar o calado. início da faina de cabritar .................. a arte da cabrita baixa é utilizada para a apanha de bivalves (neste caso amêijoa japónica) de modo apeado. nela participam homens, mulheres e adolescentes. a apanha faz-se na vazante, logo que haja calado para trabalhar, até que o mesmo se perca, já na enchente. o aparelho é constituído por: haste: em eucalipto de cerca de 2 metros cabrita: semi-circunferência em ferro, em média com 30 dentes de 6 cm redenho: com malha de 35mm e comprimento variável, de 1m a 1,5m bóia: presa no topo do redenho tirante: normalmente em rede de nylon grossa, ata à cintura e prende na base da haste, é nele que grande parte do esforço assenta. peso: cilindro de aço ou ferro, de 5kg a 10 kg, fixado na base da haste, junto à cabrita (peso total do aparelho: 10 a 15 kg) acessório vara de apalpar: com altura variável (normalmente um pouco mais de 2 metros), serve para o pescador ir vendo altura da água e comparar com a sua, ficando assim a saber, no caso de decidir iniciar a faina "por onde lhe irá dar a água". o cabritar: a cabrita é atirada à ria e com o peso que tem enterra-se no fundo, depois é arrastada com movimentos de cintura enquanto os braços a mantêm o mais fundo possível. podemos distinguir os seguintes momentos na faina: arrastar ver e lavar o redenho na ria levar a cabrita até à bateira, se tiver apanhado o suficiente deitar a cabrita na bateira, com o redenho na água fazer a última lavagem de limpeza na ria descarregar o redenho na bateira todos estes momentos estão documentados na recolha efectuada e serão desenvolvidos em documentários é uma arte muito dura e que provoca problemas nos músculos dos braços - no cotovelo formam-se bolas de músculo, muito dolorosas.