Antropoceno em Crise Existencial

Leia a sinopse completa em: http://www.iea.usp.br/eventos/antropo... Mesmo que a legenda “A Grande Aceleração” não seja usada, qualquer razoável historiador admite que o êxito material da maioria das sociedades vem passando por inigualável turbinagem nos últimos setenta e poucos anos. A grande dúvida é sobre a longevidade de tanta rapidez. Se evitado um inverno nuclear, em algum momento a prosperidade precisará até se livrar do crescimento econômico, depois de o ter vagarosamente esverdeado. É justamente este possível caráter passageiro da contemporânea disparada o que mais distingue a visão das Humanidades daquilo que seria o limiar de um período posterior ao Holoceno. Uma nova Época - a ser chamada de Antropoceno -, caso aceita pelas geociências a proposta do prêmio Nobel de química Paul Crutzen (1933-2021). A sua duração poderia ser milenar. Vale lembrar que uma nova Época - definida por frenética agressão dos humanos ao restante da natureza -, já havia sido proposta, com outras denominações, muito antes do frisson, provocado por Crutzen, em fevereiro de 2000, numa conferência do IGBP - International Geosphere-Biosphere Program realizada no município mexicano de Cuernavaca. Participantes: Silvia Figueirôa (Unicamp) José Augusto Pádua (UFRJ) Coordenação e Mediação: José Eli da Veiga (Programa Professor Sênior)