PONTA DE AREIA (letra e vídeo) com MILTON NASCIMENTO, vídeo MOACIR SILVEIRA
Graças a inestimável colaboração de George Toth registro aqui um importante esclarecimento: "Ponta da Areia não é cidade! Ponta da Areia é uma espécie de povoado (que pertence ao município de CARAVELAS) que tornou-se mais conhecido pela implantação da Ferrovia Bahia-Minas que foi extinta em 1966. A razão da ferrovia estar em Ponta da Areia (um povoado desabitado e distante do centro de Caravelas no fim do século XIX) era porque o porto de Caravelas fica em uma ria (RIA é o termo que se dá a uma foz de rio ou braço de mar pelos portugueses), e Ponta de Areia fica em mar aberto, possibilitando a ancoragem de navios de calado maior." Esta música foi gravada com sucesso por Elis Regina em 1974 e regravada no ano seguinte no LP "Minas", na voz do próprio Milton Nascimento, com orquestração e regência de Wagner Tiso, produção musical de Toninho Vicente e mais Ivanzinho (contra-regra), Toninho/Darcy (Gravação), Serginho (Assistente de gravação) Nivaldo Duarte (Remixagem), Osmar Furtado (Corte), Ladimar (montagem), Gafi//Noguchi/Ronaldo Bastos (Capa), Noguici/Wanderlei/Barbosa (layout-arte), Cafi (foto) e Milton Nascimento (desenho). Com letra de Fernando Brant Ponta de Areia foi gravada e regravada pelos maiores nomes de nossa MPB. . O próprio Milton a regravaria em 1975 nos Estados Unidos no LP gravado com o saxofonista Wayne Shorter. Esta canção foi também música tema, em 1980, do ballet, dançado pelo Grupo Corpo, com texto lírico do jornalista e letrista Fernando Brant.. Esta canção é um lamento pelo fechamento da Estrada de Ferro Bahia-Minas que ligava o povoado baiano de Ponta de Areia a cidade mineira de Araçuaí, passando por Teófilo Otoni.. A tumultuada história administrativa, os aspectos do cotidiano dos ferroviários, o papel da EFBM na economia regional e as razões de sua desativação fazem parte da memória histórica dos habitantes do Vale do Mucuri e hoje integra o universo cultural como uma das mais belas páginas de nosso cancioneiro. A estrada de ferro foi idealizada pelo político mineiro Teófilo Otoni em relatório datado de 1857. Sua proposta visava promover aceso rápido e fácil ao litoral baiano e foi formulada no âmbito de uma visão específica sobre o desenvolvimento do Brasil, que ganhou força entre a elite política do Serro e Diamantina em MG e que criticavam o centralismo excessivo do Rio de Janeiro, capital política, econômica e cultural brasileira. No ano de 1881, em 16 de maio, Miguel de Teive e Argolo assentou no litoral baiano o primeiro trilho da EFBM, que só chegaria a Araçuaí em 1942. Com um total de 578 quilômetros de extensão (143 km na Bahia e 435 km em Minas) a estrada chegou a ter 33 estações. A opção da União pelas rodovias, a continuidade dos problemas técnicos, financeiros e administrativos, a sangria demográfica e o relativo atraso econômico regional, a marginalização dessas regiões nos planos de denvolvimento criaram o cenário para a desativação da antiga ferrovia ao longo do pós-guerra. A chegada dos militares ao poder, com o Golpe de 64, removeu os obstáculos políticos que poderiam adiar ou impedir a decisão de extinguir a EFBM, que se concretizou finalmente com a ordem de desativação pelo General Castelo Branco, em 1966. Quedaram inertes, sem reação os políticos locais e regionais. Só os ferroviários e os moradores da beira da linha assistiram chorosos os trilhos serem arrancados, as locomotivas e vagões serem desmontados com o uso de maçaricos. Muitos cantadores lamentaram o fim da ferrovia, dentre os quais Pereira Viola : "Os meninos na estação/ A bandeja tá vazia// A miséria tá no bolso/ Pra tentar comprar feijão// Vai embora Bahiaminas/ Rumo adentro meu sertão// Bota fogo seu foguista/ Taca o pé seu maquinista// Lá na frente vem um túnel/ Tá escuro pra dana// Novo Cruzeiro já passou/ E Queixada vem aí// Vai embora Bahiaminas/ Que as moças lá da Fazenda/ Apesar de solitárias / Te farão uma saudação// Vai embora Bahiaminas/ Agradar revolução/ Deixa esse povo do Vale/ Sem nenhuma condução/ Você não tem culpa alguma/ Pois você não pensa não" (Estrada de Ferro Bahiaminas"). Ponta de Areia De: Fernando Brant e Milton Nascimento Ponta de Areia ponto final Da Bahia-Minas estrada natural Que ligava Minas ao porto ao mar Caminho de ferro mandaram arrancar Velho maquinista com seu boné Lembra do povo alegre que vinha cortejar Maria fumaça não canta mais Para moças flores janelas e quintais Na praça vazia um grito um ai Casas esquecidas viúvas nos portais

PONTA DE AREIA - NANA CAYMMI & MILTON NASCIMENTO.

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Ponta de Areia - Estações [Estrada de Ferro Bahia-Minas]

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CIO DA TERRA (letra e vídeo) com MILTON NASCIMENTO e CHICO BUARQUE, vídeo MOACIR SILVEIRA

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