LUÍS DE FREITAS BRANCO (1890-1955) - VATHEK (1913)

LUÍS DE FREITAS BRANCO - POEMA SINFÓNICO - VATHEK l (1913) Luís de Freitas Branco interpreta, de forma muito pessoal, o exotismo orientalista da obra. Sem querer transpor todo o conto para música, o compositor optou por evocar os palácios de prazer onde o Califa excitava os seus sentidos; deste modo, cada Variação (I-V) corresponde a um dos palácios mandados construir pelo Califa Vathek, correspondendo cada palácio a um dos sentidos sensoriais. I. Toque de introdução ( 00:00:00 - 02:09 ) II. Tema e prólogo ( 2:11 ) III. Variação I ( 06:29 ) IV. Variação II ( 08:26 ) V. Variação III (12:14 ) VI. Variação IV ( 13:18 ) VII. Variação V ( 18:11 ) VIII. Epílogo ( 22:20 ) András Kórodi, Conductor Budapest Philarmonic Orchestra (Portugalsom, 1985) Luís de Freitas Branco é a figura-chave da música portuguesa da primeira metade do século XX. A sua personalidade musical multiforme percorreu o pós-romantismo, o impressionismo,o expressionismo, o nacionalismo e ainda o neoclassicismo. A sua obra avulta pela originalidade mas também pelas ousadias musicais que cometeu nos primeiros anos da sua carreira de compositor. Em 1913, Luís de Freitas Branco compõe a sua obra mais famosa, o poema sinfónico Vathek. Obra célebre também, pela polémica causada pela Terceira Variação que só nos anos 60 do século XX seria tocada. Esta variação com um fugato a 59 partes destinado ao naipe de cordas tem um significado histórico na música portuguesa e europeia, dado que só a vanguarda musical europeia o ousará fazer já nos anos 60 do século passado. A publicação de algumas obras do ilustre compositor não poderia deixar de se iniciar com o Vathek. O poema sinfónico Vathek é inspirado no conto homónimo de William Beckford, escritor bastante ligado a Portugal, pois aqui residiu por um largo período de tempo. Vathek l Luís de Freitas Branco l David Hurwitz:    • Review: The amazing VATHEK by LUÍS DE FREI...