Joaquim Silveirinha - Sextilhas Soltas

Joaquim Silveirinha canta Sextilhas Soltas (Delfim da Silva / Alfredo Rodrigo Duarte, o Marceneiro) Ano de gravação 1959 A voz do fado é tão calma Na sua terna expressão De amor ciúme e desdita Que põe delícias na alma E deixa no coração Uma tristeza infinita Porta-voz de singeleza O fado que eu canto e louvo Sempre um amigo há-de ter No coração da pobreza Porque ninguém como o Povo Sabe cantar e sofrer O fado triste e amoroso É saudade que se canta É pranto que ganha voz Por um condão misterioso Sai a cantar da garganta Mas chora dentro de nós Versos ao Fado são flores De um ramo que dia a dia Tem sempre perfume novo São rosas que os trovadores Atiram com alegria Para o regaço do Povo