TAGÉDIA EM BRANCO E PRETO- Rap do Kaneki | Jammes H

Verso 1: Café amargo no Anteiku, o sino tocou Um encontro inocente que o destino traçou Rize sorriu, mas o instinto era fome E o mundo de Ken nunca mais terá nome Sob as vigas de aço, o silêncio caiu Uma parte morreu, outra então ressurgiu O bisturi cortou mais que a pele e o osso Costurou o inferno dentro do meu pescoço. Verso 2: Tentei comer o mundo, mas o mundo me cuspiu A sede de sangue que a razão não viu Escondido na máscara, um rosto que chora Onde o humano termina, o Ghoul começa agora Touka me disse que o mundo é errado Mas quem define o certo se eu tô despedaçado? Entre o cheiro da carne e o medo da luz Eu carrego o peso de uma estranha cruz. Pré-Refrão: Não é carne, não é pão, o gosto sumiu O espelho reflete o que o medo pariu Um olho vermelho na escuridão A metade humana sangra no chão. Refrão: Cabelo branco, o estalo no dedo Aprendi que a dor é o fim do meu medo Não sou a vítima, eu sou o algoz O mundo é cruel e eu ouço a voz Mil menos sete, a conta não para A máscara esconde o que a alma encara! Verso 3: Jason trouxe as flores, mas eram de luto Transformou o meu tempo em um segundo bruto Lágrimas de sangue no chão de xadrez Onde a sanidade se perdeu de vez "Posso te comer?", a voz dele ecoava Enquanto a centopeia no meu ouvido entrava Aceitei o monstro, abracei o veneno O Ken que era fraco agora é pequeno. Verso 4: Agora o céu de Tokyo se torna cinzento Minha Kakuja desperta, puro sofrimento Asas de osso, um grito que corta A humanidade bate, mas ninguém abre a porta Eles me chamam de "Coruja", o presságio do fim O Rei de Um Olho nasceu dentro de mim Não busco justiça, nem busco perdão Só busco a paz na minha própria prisão. Ponte: Voei alto demais, a insanidade me chama A Kakuja desperta, envolta na chama Coruja de um olho, o céu se fechou Onde havia um homem, um monstro ficou CCG treme, o asfalto racha A paz é um erro que a fome esculacha! Final 1000... 993... 986... O branco do cabelo é o rastro do trauma. O preto da pupila é o vazio da alma. Eu não sou o protagonista de uma história feliz... Eu sou apenas... o que a dor quis. Pré-Refrão: Não é carne, não é pão, o gosto sumiu O espelho reflete o que o medo pariu Um olho vermelho na escuridão A metade humana sangra no chão. Refrão: Cabelo branco, o estalo no dedo Aprendi que a dor é o fim do meu medo Não sou a vítima, eu sou o algoz O mundo é cruel e eu ouço a voz Mil menos sete, a conta não para A máscara esconde o que a alma encara!