Mahal Reis_Declínio aos falsos Mc's (Prod. Poik Lounge) Álbum: Geomancia

Refinamento contínuo pro assasinato sintático/ O fluxo destrói mundos, como asteróides ou bombas de táquion/ Quando eu penso em mc's falsos.../ Quero o colapso/ Como o declínio do império Europeu pelos Cossacos/ Mapeio o cenário, como infográfico e rateio o tempo de vida de cada Mc nesse meio/ Eu bombardeio atômicamente, hidrogênio/ Como Moisés divido ao meio o mar vermelho/ Tão profético/ Lírico bélico/ Com arsenal mega infinito, léxica sega/ Destrói universos qual neutrinos/ E paralelos submersos qual centrinos/ Hinos genuínos/ Que te levam ao cimo, qual visão de aqüinos/ Eu ando nas ruas, como um desertor vendo o apocalipse/ A metrópole á se decompor/ Sexo, violência e drogas como um filme de Coppolla/ O sangue escorre nos esgotos/ Satélite e dólar/ Corporações fabricam, sucessoras ilusões na história/ Editam mentes como ilhas oníricas/ Em águas turvas/ Sementes falsas/ Canções estertoras/ Valsas tristes/ Que lembram embotamento ás massas/ Sabotagem das datas/ Cancelamento de esclarecimento á uma nova aurora em régias praças/ O gueto dilata minhas têmporas/ Medito nas quadras de modo oriental/ Me movo num fluxo cardinal/ Códigos de orientação são pontual/ Como fragata de Cabral e Colombo com sextante/ Em quadrante austral/ Pequenos magnatas, que sonham em tambores África em Bogotá/ O Jet-Lag faz permuta no radar. Refrão 2x- Declino falsos Mc's/ Com meus clássicos, bombásticos/ Ataque lírico sintático/ No microfone eu decapto/ Ponho falsos Mcs á 7 palmos, e isso é um salmo Com a elegância de resguardo do Guepardo/ Fulgídeo/ No cimo de caracteres urbanóides desfragmentados, trago remígeos/ Graffitis me lembram os riscos de felinos/ Em auspícios planos de um felino, eu penso em transmutar a urbe á resoluto futurismo/ Tribos que se mesclam em elos e proselitismos/ Vetor pneumático de instinto cinegético irrepreensível/ O campo límbico em hiperestesismo ativo/ Construo naves, como chaves de asteriscos, pra pontes de Astroglifos/ Sânscritos de Silfos me levam á acessos remotos, terrenos plenos de Etileno/ Decifra o próximo desenho/ O próximo termofônico engenho/ Que te leva á conhecer sobre sí mesmo, como anseios/ Os veios sáxeos galáticos permeio/ Trago enleios/ Caracteres arcaicos, qual textos hermenêuticos/ São propedêuticos, os sons da Bebê Ninja Produções, que veio mudar o mundo/ Como confirmações de trovões, estações e profetizações/ Revelações como digitalizações em textos/ Cálculos de arestos em lunetas, em visões de planetas em mega-monções, os versos são seixos/ Trechos de outras civilizações e apetrechos/ Magos meixo-os/ Trago sons por éons, quanto feixos/ Transito em dimensões, me deslocando por eixos/ Viajo no campo magnético dos leitos temporais/ Uma nuvem onde tempo e gravidade se mesclam/ Trazendo a ponderabilidade da cronologia regressiva/ Tudo nasce, e tudo têm seu tempo de vida... Refrão 2x- Declino falsos Mc's/ Com meus clássicos, bombásticos/ Ataque lírico sintático/ No microfone eu decapto/ Ponho falsos Mcs á 7 palmos, e isso é um salmo