HISTÓRIA DOS CINEMAS - SÉRIE LONDRINA ANTIGA.

Nos anos 30, antes do Cine São José (primeira imagem mostrada), havia alguns salões que exibiam filmes mudos em 16mm em alguns pontos do centro (dois ou três lugares entre 1933 e 1936), mas com instalações precárias ou improvisadas. Cine São José - consta que funcionou de 1938 a 1940, tendo fechado quando da inauguração do próximo cinema. Cine Teatro Municipal -julho de 1940 + 1956-1975 (Cine Jóia). Cine Avenida - instalado em fevereiro de 1942, na R.Quintino Bocaiúva. Fechou em 1964, após reforma e troca de nome (Cine Brasília). Depois sobrevida até 66 como Cine Teatro Pérola. Cine Londrina - inaugurado em novembro de 1946. Em qualidade de programação de filmes clássicos, foi o mais importante de todos, superando (de longe) o Ouro Verde. Em 1968 teve instalado o sistema Cinerama. Cine Marabá - primeiro cinema de bairro, que funcionou nos primeiros anos 50 até 1954. Cine Ouro Verde - dezembro/52. Nasceu tecnicamente obsoleto e nos anos 60-70 já era um cinema inferior aos três principais do centro, embora também classificado como classe A. Exibiu filmes até 2002. Depois prosseguiu como sala de teatro (desde os anos 80). Cine Jóia - Inaugurado em abril de 1956, foi consumido por um incêndio em 1975. Em seu palco (antes Municipal) exibiram muito mais eventos do que o Ouro Verde, que só funcionava como cinema, com raríssimas (íííssimas) exceções. Cine Augustus - setembro de 1963, um dos primeiros no Brasil a projetar em 70mm. Fechou em março de 1981 em meio à crise das salas no país e da crise nos anos 80 em geral . Cine Vila Rica - inaugurado em janeiro de 1968, também com 70mm. Nos anos 70 , particularmente segunda metade da década, teve a melhor programação da cidade. Em 83 foi dividido em duas salas. (Ocupado temporariamente pelo Filo, anos atrás, tentaram mudar o nome para Teatro Filo, mas foram intimados a mudar para Teatro Vila Rica, com o devido respeito ao espaço (que esses ignorantes não possuem), e depois obrigados a sair de lá pelo alto custo do aluguel. Cine Londrina-Cinerama - fevereiro de 1968; sistema Dimension 150 e também 70mm convencional. Durou até maio de 1974, nos últimos estertores da era clássica do cinema. Cine Espacial - segundo cinema de bairro, instalado na R. Araguaia , janeiro de 1970. Fechou em dezembro de 1980. Linha popular, com exceções. Cine Studio Com-tour - Outubro de 1973. Foi uma das primeiras salas de shopping do país, se destacava por filmes e reprises selecionadas. Fechou em 1991 e reabriu em 2005 (UEL), tendo passado por um período intermediário de eventos esporádicos. Auto Cine Shangri-lá - instalado pela mesma empresa do Com-tour teve carreira meteórica do ano de 1975 para 76. Restam alguns poucos registros nos jornais. Projetava em 16mm. Cines Catuaí - As 3 primeiras salas, com uma imagem e som de qualidade inferior, foram inauguradas em 1991. As salas 4 e 5 vieram em 1999 e as salas 6 e 7 (hoje duas das melhores da cidade), em 2002. Cine Vitória 1 e 2 - instalado numa avenida da Região Norte, não durou nem dois anos (1999 a 2001) . Cines Royal - duas salas pequenas entre 1999 e 2008 e 5 salas a partir de 2011, instaladas agora no pavimento superior do shopping. Cinesystem Norte - abriu no final de 2012. 5 salas. Cinemark Boulevard - meados de 2013. 7 salas. (O Shopping Aurora, para 2016 anuncia mais 5 salas). Consegui todos os dados e imagens no material que PESQUISEI e ADQUIRI ao longo dos anos, incluindo a Biblioteca Pública. Nãoi fui feliz ao procurar antigos proprietários ou funcionários que sugeriram os arquivos de jornais ou passaram dados errados. Referências sobre eles já saíram em inúmeras matérias e seriam mais adequadas para um livro ( se houvesse conveniência numa cidade onde uma mídia e política cultural dominada por gente burra e pretensiosa quer fazer valer a idéia de que apenas o Ouro Verde teve importância e que nós estamos proibidos de citar os outros cinemas, exceto quando haja uma instituição por trás). Cinema, além de ser a arte de representação dos tempos modernos, é exercício de liberdade: os aplausos não são obrigatórios e temos o direito de gostar ou não. Ponto. "Gosto de fazer teatro mas para ver prefiro cinema. Cinema posso ver mil filmes e gostar de 500, teatro eu preciso ver mil peças para gostar de uma". (Antunes Filho, FSP).