O abuso do poder religioso nas eleições brasileiras #07

Nos últimos anos, a influência das lideranças religiosas no debate público e nas eleições ganhou uma dimensão inédita. Autoridades religiosas - e, mais especificamente, pastores evangélicos -  passaram a ocupar um lugar cada vez mais relevante na formação da opinião política de milhões de brasileiros, o que fez do voto confessional algo muito cobiçado. E, com isso, umas perguntas se tornaram inevitáveis: quais são os limites da atuação religiosa durante uma campanha eleitoral? Uma igreja pode apoiar publicamente uma candidatura? Um líder religioso pode pedir votos? Pode apresentar um candidato aos fiéis? Pode conduzir uma oração em seu favor durante um culto? Para discutir essas questões, Anna Paula Mendes conversa com Luiz Eduardo Peccinin, Doutor e Mestre em Direito do Estado pela Universidade Federal do Paraná e autor do Livro “O discurso religioso na política brasileira: democracia e liberdade religiosa no Estado Laico”.