Fala de Mãe Beth de Oxum na 6ª TEIA NACIONAL

Seminário internacional destaca América Latina como escola de políticas culturais. No segundo painel se revezaram nas falas Márcio Tavares, João Pontes e Bruno Melo (MinC); a deputada Jandira Feghali; o secretário de Cultura do Espírito Santo, Fabrício Noronha; o pesquisador Guilherme Varella (Consórcio Universitário Cultura Viva - UFBA); a ialorixá Mãe Beth de Oxum (Ponto de Cultura Coco de Umbigada), a advogada Fernanda Kaingang (Articulação Nacional das Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade - Anmiga), o argentino Eduardo Balán (El Culebrón Timbal e Instituto Latino-americano de Promoção da Cultura Viva Comunitária) e as colombianas Lucenith Castillo (Grupo Impulsor do 7º Congresso Latino-americano e Caribenho das Culturas Vivas Comunitárias) e Elizabeth Giraldo (Ministério das Culturas, das Artes e dos Saberes). Mãe Beth de Oxum, Ialorixá do terreiro Ilê Axé Oxum Karê e mestra do coco de roda em Olinda (PE), falou sobre o trabalho que vem sendo feito no Coco de Umbigada, um dos primeiros 100 pontos de cultura a serem reconhecidos no país, e no Pontão Memória Viva PE, um dos 42 pontões selecionados no Edital nº 09/2023. "Estar aqui hoje, e ao longo desses 22 anos de Cultura Viva, é uma emoção grande. A diversidade toda aqui, todo mundo cantando. Claro que tem muito embate pra fazer ainda, mas a força que a gente tem quando está junto, isso alimenta a alma”, comentou. Além do protagonismo na comunidade, o ponto de cultura levou Mãe Beth para o Conselho Nacional de Política Cultural. “Fomos ocupar aquela cadeira sem saber nem o que era conselho. Para nós, conselho era o que a mãe, o pai, a avó diziam. E a gente começou a dialogar, a cobrar, a partilhar, a pactuar políticas públicas. E a partir daí não parou mais. Hoje estou no Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural (CEPPC), porque me tornei Patrimônio Vivo de Pernambuco. Por conta do Cultura Viva”, contou. 2026