ROTEIRO 72 AMSTERDÃ 1ª PARTE ARTIS & NEMO

O ROTEIRO 72 AMSTERDAM (1ª PARTE) ARTIS & NEMO propõe uma visita a dois atrativos significativos de Amsterdam que nem sempre constam dos roteiros de estadia na cidade, diante da gama de locais turistíticos que a capital da Holanda oferece. Todavia, um planejamento meticuloso dessa estadia permite ao visitante conhece-los, dosando os períodos de funcionamento de todos esses atrativos turísticos da cidade. Nesse 2ª dia de visita à Amsterdam, cujo foco são os moinhos de vento de Zaanse Schans que por abrirem em sua maioria de 10h às 17h especialmente nos fins de semana, o planejamento abre uma possibilidade de se fazer visitas expressas prévias ao ARTIS e o Museu Nemo. O ARTIS (Natura Artis Magistra OU "A natureza é a mestra da arte") é o zoológico mais antigo dos Países Baixos e o 5º mais antigo do mundo. Fundado em 1838 em Amsterdã, ele evoluiu de um clube privado do século XIX para um complexo moderno focado em sustentabilidade e educação. O zoológico foi criado por três cidadãos de Amsterdã com o objetivo de aproximar a história natural da população. Desde o início, a intenção não era apenas exibir animais vivos, mas conectar a natureza à ciência e à cultura. Por isso, o espaço também abrigava um jardim botânico, museus geológicos e uma biblioteca científica. Nos primeiros anos, apenas os membros da sociedade que pagavam uma assinatura podiam frequentar o parque. A partir de 1851, o zoológico começou a abrir suas portas para o público geral em determinados períodos. Em 1882, o ARTIS inaugurou o seu famoso Aquário, considerado na época um dos maiores e mais modernos milagres da engenharia na Europa. Durante a ocupação nazista em Amsterdã, o zoológico desempenhou um papel heroico de resistência. Embora os soldados alemães frequentassem muito o ARTIS para o lazer, os funcionários do zoológico conseguiram esconder dezenas de judeus, jovens que fugiam do trabalho forçado e membros da resistência. Surpreendentemente, nenhum dos escondidos no zoológico jamais foi capturado. Ao longo do século XX, o foco do ARTIS mudou drasticamente: a exibição puramente recreativa deu lugar à conservação ambiental, à pesquisa e à sustentabilidade. As antigas jaulas apertadas de ferro foram substituídas por grandes habitats abertos e compartilhados que simulam ecossistemas reais. Em 2022, reabriu o histórico Grande Museu, focado nas conexões biológicas entre os humanos e as outras espécies da Terra. O Museu Nemo é o maior e mais importante centro de ciência e tecnologia dos Países Baixos. Localizado em Amsterdã, ele se destaca tanto pelo seu formato interativo — focado no lema "proibido não tocar" — quanto por sua arquitetura impressionante que molda a paisagem da cidade. O museu nasceu da necessidade de conectar os cidadãos às inovações industriais do início do século XX. Criado pelo pintor e artista Herman Heijenbrock em 1923, o espaço chamava-se originalmente Museum van den Arbeid (Museu do Trabalho). Exibia máquinas, ferramentas e tecnologias industriais para educar os trabalhadores e despertar o interesse dos jovens pela indústria e engenharia.Após a Segunda Guerra Mundial, a indústria mudou e o museu precisou se reinventar para acompanhar a nova era tecnológica. Em 1954, o nome foi alterado para Nederlands Instituut voor Nijverheid en Techniek (NINT - Instituto Holandês de Indústria e Tecnologia).O foco deixou de ser apenas o trabalho braçal e passou a priorizar a física, a química, as telecomunicações e os primeiros passos da computação. O grande divisor de águas na história do museu ocorreu no final da década de 1990, quando a instituição ganhou uma nova e icônica sede. O famoso arquiteto italiano Renzo Piano projetou um edifício impressionante em formato de casco de navio verde-azulado (revestido de cobre oxidado). O prédio foi construído exatamente acima do túnel IJ-tunnel, dando a impressão de que um enorme navio está emergindo das águas do porto de Amsterdã. Em 1997, a rainha Beatrix inaugurou o espaço sob o nome de NewMetropolis. No entanto, o conceito inicial enfrentou dificuldades financeiras nos primeiros anos.No ano 2000, o museu passou por uma reestruturação financeira e de marca, adotando oficialmente o nome NEMO Science Museum. O museu reformulou suas exposições para se tornar um espaço de ciência viva. Dividido em cinco andares, ele convida os visitantes a realizar experimentos de física, química e biologia com as próprias mãos. O teto inclinado do edifício foi transformado em uma enorme praça pública suspensa (a maior terraça de Amsterdã). Aberta gratuitamente ao público, a cobertura abriga a exposição ao ar livre Energetica, focada em energias renováveis (vento, água e sol), além de oferecer uma vista panorâmica incrível da cidade.Hoje, o NEMO Science Museum atrai centenas de milhares de visitantes anualmente, consolidando-se como uma parada obrigatória no circuito cultural de Amsterdã para famílias, estudantes e entusiastas da ciência.