Profissionais negros relatam obstáculos na indústria do audiovisual | Reportagem

Entre 1995 e 2018, apenas 2% dos filmes de maior audiência no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro — e seu sucessor, o Prêmio Grande Otelo — foram dirigidos por diretores negros. Homens negros venceram apenas 9% dos prêmios de direção, enquanto mulheres negras não levaram nenhuma premiação no período. Os números, revelados por uma pesquisa da UERJ com base em dados da Ancine, refletem a dificuldade que profissionais racializados enfrentam para adentrar a indústria do cinema no Brasil. "O cinema tem um alto custo para você conseguir fazer sua profissionalização", afirma Mill Müller, diretor de cinema e presidente do instituto Afrorec, organização voltada à promoção da equidade na indústria audiovisual. "E isso já é um precedente excludente para profissionais negros". "O cinema brasileiro é um cinema de herdeiros", diz Tatiana Carvalho Costa, presidente da APAN, a Associação de Profissionais do Audiovisual Negro. "O audiovisual não é só essa faceta industrial, comercial. É uma forma de expressão artística. Na inércia, do jeito que a sociedade funciona, vai nos excluir". Em entrevista a CartaCapital, trabalhadores do cinema brasileiro relatam casos de racismo nos sets de filmagem e a falta de profissionais negros nas produções. Seja membro do Clube do Canal de CartaCapital e tenha acesso a benefícios exclusivos: https://bit.ly/ClubeDoCanal Assine e apoie CartaCapital: https://bit.ly/CartaYoutube Inscreva-se no canal de CartaCapital no YouTube: https://www.youtube.com/cartacapital?... Siga CartaCapital nas redes sociais: Facebook:   / cartacapital   Twitter:   / cartacapital   Instagram:   / cartacapital