A HISTÓRIA DE "KLÉBER", MEIO CAMPISTA DA MÁQUINA TRICOLOR DOS ANOS 70.

A HISTÓRIA DE "KLÉBER", MEIO CAMPISTA DA MÁQUINA TRICOLOR DOS ANOS 70. Kléber Ribeiro Filho, nasceu no município de São Gonçalo, Rio de janeiro, em 4 de abril de 1954. Sua caminhada no mundo da bola foi iniciada em meados de 1967, nas equipes amadoras do Fluminense Football Club . Conhecido por companheiros de clube apenas como “Bequinha”, o novato Cléber ganhou destaque rapidamente ao ser muito bem avaliado pelo técnico Pinheiro. Campeão da Taça São Paulo de Futebol Júnior em 1973, o promissor médio-volante fez sucesso nos times de base da Seleção Brasileira, para em seguida ser aproveitado no elenco principal do time das Laranjeiras. Reservado nos bastidores e desenvolto nos gramados, Cléber era um marcador de grande qualidade; embora nunca tenha abdicado de seu futebol considerado refinado. campeão carioca de 1973 apesar da pouca idade, Cléber impressionou a todos com a sua marcação e dedicação nos jogos. Os títulos foram chegando, bem como uma onda de cobranças por jogar ao lado das estrelas da famosa “Máquina tricolor” montada pelo presidente Francisco Horta. No Campeonato Carioca de 1975, o Fluminense classificou-se para as finais ao ganhar a Taça Guanabara contra o América com um gol de falta de Rivellino aos 13 minutos do 2º tempo da prorrogação, perante 96.035 pagantes. Os adversários do tricolor na final foram o Botafogo, campeão do segundo turno e o Vasco, campeão do terceiro. No primeiro jogo das finais, o Fluminense venceu o Vasco por 4 a 1 perante 79.764 pagantes, no segundo, o Vasco venceu o Botafogo por 2 a 0 e, no terceiro, com 100.703 pagantes, o Fluminense administrou o resultado, perdendo por 1 a 0, e sagrando-se campeão carioca. A campanha tricolor teve 31 jogos, com 19 vitórias, 6 empates e 6 derrotas, 53 gols a favor e 22 contra. Se o bicampeonato carioca de 1976 foi uma consequência anunciada, o destino também reservou uma infelicidade de grande proporção na continuidade de sua carreira. Conforme publicado pela revista Placar em 13 de maio de 1977, no Torneio de Paris de 1976, Cléber machucou o joelho esquerdo e tão logo desembarcou no Rio de Janeiro precisou ser operado pela equipe do doutor Nova Monteiro. Afastado dos gramados durante meses, nem isso foi suficiente para afastar o assédio do Sporting Clube de Portugal, que naquela oportunidade ofereceu 500 mil cruzeiros de luvas para contar com seu futebol. Na mesma época também existia um forte interesse do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense, outra investida que também foi negada por Francisco Horta. Todavia, o presidente do Fluminense, ao mesmo tempo em que negava qualquer oferta pelo passe de Cléber, por outro lado corria atrás de nomes consagrados; como Dirceu Lopes e Paulo Cesar Caju. De volta aos gramados após um longo processo de recuperação da cirurgia no joelho, Cléber demorou para entrar em forma novamente. A má fase custou o tão sofrido banco de reservas. Essa instabilidade não foi suficiente para desanimar os “cartolas” do Corinthians, que naquele momento bancavam 2 milhões de cruzeiros para levar o jogador carioca para o Parque São Jorge. Ainda assim, Francisco Horta bateu o pé novamente, ao declarar publicamente que Cléber era inegociável. Em depoimento nas páginas da revista Placar, Cléber entendia que sair das Laranjeiras era um negócio temeroso, por mais que o fantasma do banco de reservas fosse uma realidade difícil de engolir. mesmo assim Cléber atuou ainda nas temporadas de 1977, 1978 e 1979 pela equipe tricolor, que na época já tinha perdido vários talentos da máquina tricolor dos anos anteriores. A longa “novela” da venda do passe de Cléber só terminou na temporada de 1980, quando finalmente o Clube Náutico Capibaribe apresentou êxito na negociação do jogador. Pelo Fluminense, Cléber conquistou vários títulos: Campeonato carioca 1973, 1975, 1976 e 1980, Taça Guanabara 1975, Torneio de Paris 1976, Copa Viña Del Mar 1976 e Taça Teresa Herrera 1977. Kléber atuou no Fluminense de 1973 a 1980. Neste período conquistou quatro títulos cariocas, marcou 41 gols em 315 jogos disputados e formou um dos mais conceituados meios-de-campo ao lado de Pintinho e Rivellino. após sair do clube náutico Capibaribe no ano de 1981, Cléber ainda jogou pelo Nove de outubro do Equador, Operário futebol clube em mato grosso do sul, XV de Jaú em 1984 e Vitória de Guimarães em 1985-86, equipe onde também encerrou sua trajetória como atleta profissional Kléber foi vereador da cidade de São Gonçalo, no Rio de Janeiro, onde nasceu, mas morava em Mato Grosso do Sul e era responsável pelo futebol do Rádio Clube de Campo Grande. morreu em 25 de julho de 2009, em Campo Grande, onde morava. Ele foi vítima de um infarto fulminante enquanto jogava futebol de salão com os amigos. FONTE: https://tardesdepacaembu.wordpress.co... revista Placar