Cortinas

(não vai dar pra descrever a premissa aqui) [Lyrics] [Verse 1] Depois que o público foi embora Eu ainda tava no palco Com o batom meio torto E um sapato na mão A lona cheira a chuva velha E a flor do peito caiu Eu sorri com tuas gargalhadas É verdade, todo mundo viu Eu fui a cadeira vazia O tropeço e o refrão Fui a máscara que cobriu todo o meu medo E a lágrima de sustentação (então sustenta isso, falhaço) [Pre-Chorus] Deixa o escuro respirar Eu sou tão velho, moço homem Tiro em cheio, poesia É tão grande a alegria, que não sei mais esconder Se me lembro de teu nome O amor ganha vida, sem parar E tua boca que me beija Te olho de volta, devagar Eu flutuo tão singelo Tua paz me faz querer voar [Chorus] Abre as cortinas Desse teu coração Vem ciranda, cirandinha Cirandar essa emoção Rindo alto Até chorar Eu nunca tive nada disso Abre as cortinas, ô seu moço Quero me apresentar De seu amor Eu sou o riso E a dor também Final do show Começo além [Transition] [Verse 2] No camarim, meia luz e pó Meu rosto inteiro bem borrado Coley cada um com memórias Deixei na sacola do passado E a trupe do eu vai passar Tinha um amor feito de palco Grande, bonito, tão fugaz Eu fui plateia de mim mesma Pedindo mais, pedindo paz E cada carta tua dizia “Não precisa ser inteira” Mas eu quis ser tempestade E transbordar essa alegoria Com alegria, que essa chuva vai passar E trazer a luz da esperança Essas são coisas que a alma não traduz [Pre-Chorus] Deixa a pausa me tomar Sem pressa, sem disfarce Tem um violino chorando Onde a minha alma se abre Se eu tremo, eu continuo Se eu falho, eu continuo Porque a queda no meu peito Virou caminho, virou rio Se eu sorrio, tenho motivo E faço rir, tem também Gentileza gera o gentil É tão bom te querer bem [Chorus] Abre as cortinas Desse teu coração Vem ciranda, cirandinha Cirandar essa emoção Rindo alto Quase gargalhando Abre as cortinas Esse é meu show Eu sou o riso E o palhaço Também sou o show Eu só vou me permitir Me mostrar uma vez Então escuta devagar Não tem nada estranho aqui É que meu médico uma vez me disse Que se eu não insistir Eu vou endoidar (e eu acho que já estou) [Bridge] Hoje eu dou permissão Pra minha mão tremer Pra minha voz falhar E ainda assim viver Permissão pra ser ridícula Linda, curta, imperfeita Pra amar sem me esconder Pra me ver inteira e feita Se eu cair, que seja minha A queda e a direção de continuar Eu não nasci pra ser vitrine Nasci pra ser canção [Final Chorus] Abre as cortinas Desse teu coração [Verso 1] Depois que o público foi embora eu ainda tava no palco com o batom meio torto e um sapato na mão A lona cheira a chuva velha e a flor do peito caiu eu sorri com tuas gargalhadas é verdade, todo mundo viu Eu fui a cadeira vazia o tropeço e o refrão fui a máscara que cobriu todo meu medo e a lágrima de sustentação [Pré-Refrão] (então sustenta isso falhaço) Deixa o escuro respirar Eu sou tão velho-moço-homem tiro em cheio poesia é tão grande a alegria que não sei mais esconder se me lembro de teu nome o amor ganha vida sem parar e tua boca que me beija te olha de volta devagar eu flutuo tão singelo tua paz me faz querer voar [Chorus] Abre as cortinas Desse teu coração Vem ciranda, cirandinha Cirandar essa emoção Rindo alto Até chorar Eu nunca tive nada disso Abre as cortinas, ô seu moço Quero me apresentar De seu amor Eu sou o riso E a dor também Final do show Começo além [Verse 2] No camarim, meia luz e pó Meu rosto inteiro bem borrado Colei cada um com memórias Deixei na sacola do passado E a “trupe do eu” vai passar Tinha um amor feito de palco Grande, bonito, tão fugaz Eu fui plateia de mim mesma Pedindo mais, pedindo paz E cada carta tua dizia “Não precisa ser inteira” Mas eu quis ser tempestade E transbordar essa alegoria Com alegria, que essa chuva vai passar E trazer a luz da esperança Essas são coisas que a alma não traduz [Pre-Chorus] Deixa a pausa me tomar Sem pressa, sem disfarce Tem um violino chorando Onde a minha alma se abre Se eu tremo, eu continuo Se eu falho, eu continuo Porque a queda no meu peito Virou caminho, virou rio Se eu sorrio, tenho motivo E faço rir, tem também Gentileza gera o gentil É tão bom te querer bem [Chorus] Abre as cortinas Desse teu coração Vem ciranda, cirandinha Cirandar essa emoção Rindo alto Quase gargalhando Abre as cortinas Esse é meu show Eu sou o riso E o palhaço Também sou o show Eu só vou me permitir Me mostrar uma vez Então escuta devagar Não tem nada estranho aqui É que meu médico uma vez me disse Que se eu não insistir Eu vou endoidar (e eu acho que já estou) [Bridge] Hoje eu dou permissão Pra minha mão tremer Pra minha voz falhar E ainda assim viver Permissão pra ser ridícula Linda, curta, imperfeita Pra amar sem me esconder Pra me ver inteira e feita Se eu cair, que seja minha A queda e a direção de continuar Eu não nasci pra ser vitrine Nasci pra ser canção Abre as cortinas.