Fausto (CCB 1999 nº09) - por este rio acima . gargalham muito as sarracenas (letra)
00:02 - Por este rio acima 05:40 - Gargalham muito as sarracenas Carlos Fausto Bordalo Gomes Dias (26 de novembro de 1948 - 1 de julho de 2024) - Foi um renomado cantor e compositor português, conhecido pelas suas letras poéticas e por abordar temas históricos, sociais e culturais. Frequentemente utilizava instrumentos tradicionais portugueses, combinados com sonoridades modernas, criando uma fusão única de estilos. Fausto foi uma figura central na música popular portuguesa, a sua obra continua a ser celebrada e influente. "Por este rio acima" é um álbum duplo em vinil, lançado originalmente em 1982 e reeditado em 2024. O disco, inspirado nas "Peregrinações" de Fernão Mendes Pinto, tece uma narrativa poética que retrata as aventuras e descobertas portuguesas. Musicalmente, mistura elementos da música tradicional portuguesa com influências contemporâneas, criando uma sonoridade única que destaca a riqueza cultural e histórica das explorações portuguesas. Lista de Fausto: • Fausto - lembra-me um sonho lindo . foi po... __ Por este rio acima __ Letra e Música: Fausto Por este rio acima Deixando para trás A côncava funda Da casa do fumo Cheguei perto do sonho Flutuando nas águas Dos rios dos céus Escorre o gengibre e o mel Sedas porcelanas Pimenta e canela Recebendo ofertas De músicas suaves Em nossas orelhas Leve como o ar A terra a navegar Meu bem como eu vou Por este rio acima Por este rio acima Os barcos vão pintados De muitas pinturas Descrevem varandas E os cabelos de Inês Desenham memórias Ao longo da água Bosques enfeitiçados Soutos laranjeiras Campinas de trigo Amores repartidos Afagam as dores Quando são sentidos Monstros adormecidos Na esfera do fogo Como nasce a paz Por este rio acima Meu sonho Quanto eu te quero Eu nem sei, eu nem sei Fica um bocadinho mais Que eu também Que eu também Meu bem Meu sonho Quanto eu te quero Eu nem sei, eu nem sei Fica um bocadinho mais Que eu também Que eu também Meu bem Por este rio acima Isto que é de uns Também é de outros Não é mais nem menos Nascidos foram todos Do suor da fêmea Do calor do macho Aquilo que uns tratam Não hão de tratar Outros de outra coisa Pois o que vende o fresco Não vende o salgado Nem também o seco Na terra em harmonia Perfeita e suave Das margens do rio Por este rio acima Meu sonho Quanto eu te quero Eu nem sei, eu nem sei Fica um bocadinho mais Que eu também Que eu também Meu bem Meu sonho Quanto eu te quero Eu nem sei, eu nem sei Fica um bocadinho mais Que eu também Que eu também Meu bem Por este rio acima Deixando para trás A côncava funda Da casa do fumo Cheguei perto do sonho Flutuando nas águas Dos rios dos céus Escorre o gengibre e o mel Sedas porcelanas Pimenta e canela Recebendo ofertas De músicas suaves Em nossas orelhas Leve como o ar A terra a navegar Meu bem como eu vou Por este rio acima Por este rio acima __ Gargalham muito as sarracenas __ Letra e Música: Fausto (Vira, vira, vira) Eles tocam e cantam e vêm bailando tanto Batem, dobram as palmas com grandes risos de espanto Vêm muitos em negros, de cor bem negra e bambos Que por maravilha nos vinham ver dançando E brotam dos matos encarapinhados em artes, mimos e lambanças São tantos iguais, são cada vez mais em festanças E quantos mais eram, mais eram os cantos e as danças (Vira, vira, vira, vira, vira) E praticam acenos, esbracejam trejeitos sem fim Se não catrapiscamos as falas do seu latim E se estranham o branco dos corpos dos nossos vultos Mais da cor dos olhos se maravilham muitos Não menos se espantam de coisa tão nova manadas, matilhas e bambos A correr, a cheirar, focinhos no ar farejando E as gentes em bailes num grande alvoroço, bailando Nos beijam as faces, há quem nos abrace Festejam-nos muito, mas tocam-nos muito mais e mais Essas negras tão tenras, lascivas, apenas tão doces e tão sensuais Animam-nos bem, afagam-nos sim, apalpam pelos e melenas E como as sentem tão lisas gargalham muito as sarracenas E nos beijam as faces, há quem nos abrace Festejam-nos muito, mas tocam-nos muito mais e mais Essas negras tão tenras, lascivas, apenas tão doces e tão sensuais Animam-nos bem, afagam-nos sim, apalpam pelos e melenas E como as sentem tão lisas gargalham muito as sarracenas (Vira, vira, vira, vira, vira) Entre os cafres já vinha dançando Rodrigo Tristão Que naquela comarca ficara de outra perdição Tão mudado na cor e despido aos ventos e frios Que não faz a diferença nem deste nem doutros gentios Como um preto gingão, na cabeça o pavão traz um chapéu de tafetá No resto vem nu a mostrar o comum, tinhoso E alegre se ria pra nós ufano e dengoso E nos beijam as faces, há quem nos abrace... “Música feita em Portugal” Criei este canal apenas para divulgar a música nacional, a língua portuguesa e a cultura lusófona. Como não pretendo ganhar qualquer dinheiro com os vídeos, todos os benefícios são rentabilizados pelos “proprietários dos direitos de autor”.

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