Oskar Schindler: O Nazista que Salvou 1.200 Judeus do Holocausto | História Completa

Oskar Schindler nasceu em 1908 em Zwittau, Morávia, pertencente à minoria alemã dos Sudetos, dentro do então Império Austro-Húngaro. Após a criação da Checoslováquia em 1918, esse ambiente era marcado por tensões identitárias, crise econômica e radicalização política. Sem uma formação universitária sólida e com uma vida pessoal assolada por dívidas e alcoolismo, Schindler envolveu-se com o nacionalismo alemão na década de 1930. Em 1935, ingressou no Partido Alemão dos Sudetos e, em 1936, começou a trabalhar para a Abwehr, coletando informações estratégicas em território checoslovaco. Foi preso por espionagem em 1938 e libertado após o Acordo de Munique. Em 1939, filiou-se ao NSDAP (Partido Nazista). Oskar Schindler nasceu em 1938 e ingressou no NSDAP. Após a invasão da Polônia, ele se mudou para Cracóvia, a capital do Governo Geral, onde adquiriu uma fábrica confiscada e utilizou trabalho forçado de judeus. No contexto da criação do gueto, das deportações e da implementação do sistema de campos de concentração, a fábrica de esmaltes de Zabłocie foi integrada à economia de guerra alemã. A partir de 1942, Schindler usou suborno, conexões administrativas e manipulação de listas de trabalho para classificar seus operários como indispensáveis, evitando assim sua deportação. O subcampo anexo à fábrica oferecia condições relativamente menos severas do que Płaszów. Em 1944, ele organizou a transferência de aproximadamente 1.100 judeus para Brünnlitz, no Protetorado da Boêmia e Morávia. A lista foi elaborada com a colaboração de Mietek Pemper, Itzhak Stern e Abraham Bankier. Após a guerra, Schindler deixou a região, viveu em condições precárias e dependeu do apoio de sobreviventes. Ele faleceu em 1974 e foi sepultado em Jerusalém.