ROTEIRO 70 COBLENÇA - COLÔNIA - AMSTERDÃ

Os focos do e-book ROTEIRO 70 COBLENÇA – COLÔNIA – AMSTERDÃ são as duas primeiras cidades. Amsterdã, onde o roteiro propõe se chegar ao final do 70º dia, será percorrida a partir do e-book 71º ROTEIRO. Coblença é uma das cidades mais antigas da Alemanha, possuindo mais de 2.000 anos de história. Sua fundação oficial remonta ao ano 9 a.C., quando os romanos estabeleceram o Castellum apud Confluentes, um posto militar estratégico para proteger as fronteiras do Império na confluência dos rios Reno e Mosela. Esse encontro das águas deu origem ao nome latino original da cidade, Confluentes, que evoluiu séculos depois para a pronúncia atual. Após a retirada romana, os francos assumiram a região. A Basílica de São Castor, inaugurada em 836, foi palco das primeiras negociações para o Tratado de Verdun. Em 1018 o imperador Henrique II doou os direitos da cidade ao Arcebispado de Trier, transformando a região em um poderoso centro do Sacro Império Romano-Germânico por séculos. A "Esquina Alemã" surgiu em 1216 quando os Cavaleiros da Ordem Teutônica se instalaram no encontro dos rios, batizando o local de Deutsches Eck. Durante a Revolução Francesa (séc. XVIII), a cidade serviu de refúgio para nobres franceses monarquistas que fugiam da revolução. Pouco depois, as próprias tropas francesas ocuparam a cidade. Em 1815, após o Congresso de Viena, a cidade passou para o controle da Prússia e tornou-se a capital da Província do Reno. Os prussianos construíram um dos maiores sistemas de defesa da Europa, com destaque para a imponente Fortaleza de Ehrenbreitstein. Em 1897 foi inaugurada a gigantesca estátua equestre do imperador Guilherme I na península dos rios para celebrar a unificação da Alemanha. Cerca de 85% do centro histórico da cidade foi totalmente destruído devido aos bombardeios aliados durante a Segunda Guerra Mundial. Nas décadas seguintes, os monumentos, ruelas medievais e fachadas barrocas foram meticulosamente reconstruídos. Hoje, a cidade é a porta de entrada/saída para o Vale do Alto Médio Reno, sendo incluída como paisagem cultural tombada como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. Colônia é a cidade grande mais antiga da Alemanha, acumulando, como Coblença, mais de 2.000 anos de história contínua. Fundada originalmente pelas tribos germânicas e expandida pelos romanos, a metrópole às margens do Rio Reno cresceu para se tornar um dos polos religiosos, comerciais e culturais mais importantes da Europa Central. O original assentamento militar romano foi elevado, em 50 d.C., ao status de colônia romana a pedido de Júlia Agripina (esposa do imperador Cláudio), que nasceu no local. Batizada de Colonia Claudia Ara Agrippinensium, daí surgindo a palavra Colonia que deu origem ao nome atual da cidade. A cidade tornou-se a próspera capital da província da Germânia Inferior e o principal quartel-general militar da região no norte dos Alpes. Com o colapso romano em 462 d.C., os francos ocuparam a cidade. Séculos mais tarde, sob Carlos Magno, Colônia foi elevada a Arcebispado, ganhando imensa força política. Em 1164 o arcebispo Rainald de Dassel trouxe de Milão as supostas relíquias dos Três Reis Magos. O evento transformou Colônia em um dos maiores centros de peregrinação da cristandade europeia. Para abrigar as relíquias de ouro, iniciou-se a construção da grandiosa Kölner Dom (Catedral de Colônia). Devido a crises financeiras e guerras, a obra foi interrompida em 1560 e ficou inacabada por séculos. Mais tarde a cidade tornou-se um membro de destaque da Liga Hanseática. Era considerada uma "Cidade Livre Imperial", o que lhe garantia autonomia política e comercial total. No início do séc. XVIII o perfumista italiano Giovanni Maria Farina criou na cidade uma fragrância cítrica revolucionária, batizando-a de Eau de Cologne (Água de Colônia) em homenagem ao seu novo lar.Tropas revolucionárias francesas ocuparam a região em 1794. Durante a administração napoleônica, as casas foram numeradas — a residência que vendia o famoso perfume de Wilhelm Muelhens recebeu o número 4711, originando a marca global 4711. Após o Congresso de Viena, a Prússia assumiu o controle da Renânia. Com o forte apelo do nacionalismo alemão romântico, as obras da catedral foram finalmente retomadas e concluídas em 1880, seguindo fielmente as plantas medievais. Na época, ela era o edifício mais alto do mundo. Por ser um polo industrial e ferroviário crítico, Colônia sofreu ataques aéreos massivos. Cerca de 95% do seu centro histórico foi reduzido a escombros pelas bombas aliadas. Curiosamente, a Catedral resistiu de pé mesmo após ser atingida por 14 bombardeios. A reconstrução pós-guerra priorizou um traçado moderno de tráfego misturado à restauração minuciosa de seus monumentos e de suas 12 igrejas românicas. O político Konrad Adenauer, ex-prefeito da cidade, tornou-se o primeiro Chanceler da Alemanha Ocidental.