Caetano Veloso - You Don't Know Me - Transa (1972)

Caetano Veloso - Transa (1972) Verdadeira pérola que Caetano oferece do exílio. Cantado ora em português, ora em inglês, mesclando bossa nova, sambão de raiz e lamento nordestino, o disco todo é absurdamente inovador, de um jeito como só o Caetano dos bons tempos sabia fazer. Pra ilustrar, basta dizer que foi a primeira vez em que se ouviu a palavra "reggae" no Brasil. E, claro, em que se ouviu o dito cujo. Palavras do próprio Caetano sobre o disco: "Chamei os amigos para gravar em Londres. Os arranjos são de Jards Macalé, Tutti Moreno, Moacyr Albuquerque e Áureo de Sousa. Não saíram na ficha técnica e eu tive a maior briga com meu amigo que fez a capa. Como é que bota essa bobagem de dobra e desdobra, parece que vai fazer um abajur com a capa, e não bota a ficha técnica? Era importantíssimo. Era um trabalho orgânico, espontâneo, e meu primeiro disco de grupo, gravado quase como um show ao vivo. Foi Transa que que me deu coragem de fazer os trabalhos com A Outra Banda da Terra. Tem a Nine out of Ten, a minha melhor música em inglês. É histórica. É a primeira vez que uma música brasileira toca alguns compassos de reggae, uma vinheta no começo e no fim. Muito antes de John Lennon, de Mick Jagger e até de Paul McCartner. Eu e o Péricles Cavalcanti descobrimos o reggae em Portobelo Road e me encantou logo. Bob Markey e The Wailers foram a melhor coisa dos anos 70. Gosto do disco todo. Como gravação, a melhor é Triste Bahia. Tem o Mora na Filosofia, que é um grande samba, uma grande letra e o Monsueto é um gênio. Me orgulho imensamente deste som que a gente tirou em grupo." Destaques: Triste Bahia, Nine out of Ten, Mora na filosofia (samba do Monsueto, aqui numa versão que o deixaria boquiaberto), You don't know me, It's a long way. Todas, afinal. Fonte: www.umaslinhas.blogspot.com