DOCUMENTÁRIO TRANSEXUALIDADE NO CANDOMBLÉ

Falar sobre o coletivo UBUNTU e os desafios que pessoas trans enfrentam para iniciar em um terreiro de Candomblé é essencial, principalmente em um contexto de opressão e perseguição religiosa. No Candomblé, essa filosofia se manifesta na coletividade, no acolhimento e na noção de que a existência de cada um fortalece a comunidade inteira. A transfobia estrutural na sociedade também pode se refletir nos espaços religiosos, algumas casas de axé ainda reproduzem padrões rígidos de gênero, dificultando a plena aceitação de pessoas trans em determinados cargos e rituais. Vale ressaltar que a o ritual africano é ancestral e fluido, ou seja, está em constante evolução e regeneração. O Candomblé, como religião de matriz africana, carrega essa ancestralidade e tem o potencial de ser um espaço de acolhimento para todes. Muitos terreiros já compreendem que a identidade de gênero não pode ser um obstáculo para a iniciação e o desenvolvimento espiritual. O axé de uma casa cresce com a pluralidade de seus filhos, filhas e filhes de santo. A conexão com os Orixás, que não enxergam corpos e gêneros como limitadores, mas sim o coração e o compromisso com a espiritualidade. Portanto, trazer diálogos sobre a inclusão de pessoas trans nos terreiros, não é apenas um ato de justiça social, mas também é dar ênfase às raízes africanas desse coletivo, respeito e fortalecimento mútuo. É preciso lutar contra a transfobia e a intolerância religiosa com a mesma força com que se firma os pés no chão para dançar para os Orixás, pois só assim poderemos construir um Candomblé verdadeiramente fundamentado no princípio do Ubuntu: eu sou porque nós somos. Ficha técnica: CEO: Antônia Latasha (@asubestimada) Direção Criativa: Prince Leviévi e Aisha (@pretopriince @ishazz.sz) Fotografia Still: Di Felipe (@umdosdias) Filmagem e Edição: Grazielle Salgado (@eyes.grazi) Participantes: @mano.duka @mika.kaliandrea @fedra.Serpens @nkanduanxi @okitalande_ @aaysha_star @pre_tinhaaaa @makotabia