Performance de Lygia Clark é aplicada como tratamento em centro psiquiátrico carioca

Lygia Clark, uma das principais artistas brasileiras do século 20, dizia que seu maior medo era morrer com um trabalho que nunca seria aplicado. Esse foi um dos motivos que levaram à criação de sua performance “Estruturação do Self”, uma proposta de terapia que até hoje é usada em tratamentos de transtornos psicóticos num centro psiquiátrico do Rio de Janeiro, o Espaço Aberto ao Tempo (EAT). Desenvolvido pelo artista e terapeuta Lula Wanderley, o Espaço Aberto ao Tempo é também resultado da influência de Nise da Silveira, com quem ele trabalhou, e do crítico de arte Mário Pedrosa, figura fundamental na recepção das pinturas feitas nos antigos hospícios. A instituição viveu o seu auge nos anos 1990 como um espaço livre para devolver a autonomia aos clientes, e hoje é atravessada por um contexto mais conservador e de terceirização do trabalho público em saúde mental. Assine a TV Folha https://goo.gl/EBg4ag Leia mais na Folha http://www.folha.com.br Instagram   / folhadespaulo