O que for necessário... | Nonody Songs

Mais uma da saga de um personagem cuja história está se revelando aos poucos, espero que gostem dessa. Contato: ∞ Email: [email protected] ∞ Instagram: @nonody.songs Letra, história narrativa e edição feitas por mim. Voz e ritmo foram gerados com auxílio de Inteligência Artificial Letra: Silêncio… Eu ouvi o mundo implorar… E ignorei Eu vi a fé virar moeda em mãos vazias Vi heróis caindo por migalhas e utopias Vi promessas apodrecerem na própria língua E a verdade… morrer sufocada na mentira Cada rosto… um reflexo quebrado Cada passo… um erro calculado Vocês chamam isso de vida? Eu chamo de fracasso organizado Eu tentei… eu juro que tentei Mas a esperança sangrou até secar Agora só restou o que vocês criaram… Um monstro que não vai mais hesitar Eu vou fazer o que for necessário Queimar os céus, calar o santuário Se o mundo pede um fim… eu vou dar início Sem remorso, sem aviso Eu vou fazer o que for necessário Enterrar o falso e o imaginário Se a luz morreu nas mãos de vocês Então eu viro a escuridão de uma vez Eu carreguei nomes que já não existem Memórias que nem o tempo resiste Enterrei sonhos com minhas próprias mãos E agora vocês querem salvação? Tarde demais… vocês escolheram isso Cada guerra, cada vício Eu só sou o resultado final De um erro… coletivo e banal Olhem bem… eu sou o reflexo puro Do futuro que vocês juraram evitar Agora me encarem sem máscaras… Ou ajoelhem antes de implorar Eu não sinto mais… não hesito mais Tudo que restou foi executar Se existe um deus nesse teatro… Ele já aprendeu a me temer Eu vou fazer o que for necessário Rasgar o mundo no mesmo cenário Se tudo que existe é corrupção Então eu viro a própria extinção Eu vou fazer o que for necessário Destruir o ciclo hereditário Se o erro é ser humano até o fim Então o erro… termina em mim Sem redenção… sem volta… sem nome Eu sou o eco do último homem Sem perdão… sem culpa… sem face Eu sou o fim que ninguém encara Vocês criaram isso… Agora assistam Gritem… Corram… Implorem… Eu já não escuto Eu fiz o que foi necessário Não sobrou mito, nem relicário Só cinzas dançando no vento final De um mundo… artificial Eu fiz o que foi necessário Matei o fraco, o ilusório E no silêncio que restou de vocês… Finalmente… houve paz E quando tudo acabou… Eu percebi… Nunca foi sobre salvar o mundo. Era sobre terminar com ele.