VIANNA DA MOTTA - SYMPHONY "TO THE FATHERLAND" l A MAJOR l Op.13
VIANNA DA MOTTA - SINFONIA " À PÁTRIA", (LÁ MAIOR), OP. 13 ( 1894 ) A Sinfonia "À Pátria" é uma obra-chave da música portuguesa, por vários motivos : primeiro, trata-se da primeira sinfonia escrita no século XIX após o esforço reformista de Domingos Bomtempo (1775-1842) que, infelizmente, não teve continuidade e, por outro lado, representa musicalmente o nacionalismo musical ainda em voga na Europa. Sob o impacto do Ultimatum Inglês de 1890 e do aviltante tratamento de Portugal pelas potências europeias, vários artistas tomaram uma posição inequívoca; Vianna da Motta escreveu esta sinfonia e Alfredo Keil, por exemplo, a marcha militar que seria mais tarde elevada a categoria de Hino Nacional. Parece pois explicado o título da obra e, em particular, as palavras que acompanham o último andamento. Para a composição da Sinfonia "À Pátria", Vianna da Motta inspirou-se em versos de Luís Vaz de Camões para cada um dos andamentos. Em 1896, António Arroyo escreveu um artigo elogiando Viana da Mota para a revista Amphion, onde a composição foi assim descrita: “A Sinfonia em lá maior "À Pátria" é uma página de um elevado simbolismo, uma síntese luminosa e profundamente sugestiva dum momento histórico determinado; o autor, representando o momento de crise em que a pátria parece soçobrar, fá-la resurgir de novo para uma vida gloriosa num rejuvenescimento da alma nacional. Ela divide-se em quatro tempos, os da forma clássica do modelo beethoveniano, tendo cada um a sua significação própria”. Isto é, a sinfonia foi saudada como uma síntese entre as “obras mais avançadas do seu tempo” e a “forma clássica do modelo beethoveniano” e como a expressão das circunstâncias históricas que atravessava a Pátria. Um ano depois, em 1897, a mesma revista Amphion publicou a crítica da estreia orquestral da obra, mantendo os elogios e voltando a insistir no significado do programa da obra: “gerada sob o critério da moderna escola alemã, caracterizado pela forma do Poema Sinfónico e por todos os processos da música expressiva; cada um [dos seus] tempos traduz uma página de emoção diversa; no 1º tempo (Allegro heroico) formulou o autor a invocação às Tágides, contida nos versos do nosso Épico; no Adagio simboliza o lirismo português; no Scherzo pinta-nos o nosso povo numa cena de danças e cantigas nacionais; e no Final, a página dramática da obra, descreve-nos a Decadência da Pátria, a Luta na crise e o Resurgimento resultante dessa luta”. A estreia da Sinfonia "À Pátria" ocorreu no Porto, num concerto promovido pelo Orpheon Portuense, a 21 de Maio de 1897, dirigido por Bernardo Moreira de Sá, no Palácio de Cristal. Também no ano de 1897, Moreira de Sá dirigiu esta sinfonia no Rio de Janeiro, cidade onde foi editada a partitura em 1908. A título de curiosidade, refira-se que esta sinfonia só foi ouvida em Lisboa no ano de 1911. I. Allegro Eroico ( 00:00:00 - 09:16 ) II. Adagio molto ( 09:22 ) III. Vivace ( 22:55 ) IV. Andante lugubre - Allegro agitato ( 29:01 ) ( Decadência - Luta - Ressurgimento) Mátyás Antal, Conductor Hungarian State Orchestra (Portugalsom,1990) Score:https://www.editions-ava.com/en/sinfo...

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