The Fevers - 2018 - Os Primeiros Anos (CBD/Philips) 1965/1966

Track List: 01 Vamos Dançar o Let-Kiss 00:00 02 Quando o Sol Despertar 01:28 03 WoolY Bully 04:17 04 Ilusão Perdida 07:04 05 Não Vivo Na Solidão 09:21 06 Não Fiques Triste 12:11 07 Procurando um Amor 14:43 08 Vipt Vapt Vupt 17:19 09 Procurando uma Flor 20:25 Download da compilação: https://thebestofvinil.blogspot.com/2... Ps: recentemente consegui uma cópia do 3º compacto (capa da praia), e a faixa Não Vivo na Solidão foi trocada. Devido a conservação do compacto, a faixa em sua versão original (Mono) ficou impecável. THE FEVERS Surgiu em 1964, Formado originalmente pelos músicos Almir Bezerra (voz e guitarra), Cleudir Borges (teclados), Lécio Do Nascimento (bateria), Liebert Ferreira (baixo), Miguel Plopschi (saxofone) e Pedro da Luz (guitarra solo). Na época eles ainda se chamavam The Fenders, mas ficaram sabendo que Fender era nome de uma guitarra americana, decidindo mudar o nome para The Fevers por causa da música “Fever”, que lembrou de ouvir no rádio, e o nome era similar. Descobertos pelo produtor Romeu Nunes, assinaram um contrato com a gravadora. Gravaram um compacto simples que foi lançado em agosto de 1965: Vamos Dançar o Let-kiss no lado A, e Quando o Sol Despertar em seu lado B. A segunda música fez sucesso no rádio, dando oportunidade do grupo gravar um novo compacto. Conseguiram um teste com Jair de Taumaturgo, quando ele se desentendeu com a banda da casa no programa “Hoje é Dia de Rock”, sendo aprovados, acompanhavam os artistas que visitavam o programa. Num desses programas o romeno “Mihail Plopschi” (O Miguel, que ainda não havia entrado no grupo), apareceu perguntando o porque do grupo não ter um saxofonista, como a maioria das bandas de sucesso da época (Renato e Seus Blue Caps, The Youngsters, The Jordans, The Clevers...). Foi até a porta da emissora e conversou com um assistente de Taumaturgo que o apresentou a Pedrinho, que surpreendeu-se com a observação e convidou o saxofonista europeu para um ensaio na Piedade. Com a entrada de Miguel na banda, ele ajudou na profissionalização e em pouco tempo foram contratados pela TV Rio acompanhando os artistas que participavam de programas na casa. Rapidamente gravam um segundo compacto simples com as músicas: Wooly Bully (Versão de Pedrinho) e Ilusão Perdida, de Rossini Pinto. O Sucesso de Wooly Bully no rádio, acabou rendendo uma nova gravação para um terceiro compacto (Duplo) para ser lançado em janeiro de 1966 com as faixas: Não Vivo Na Solidão (Pedrinho, Almir Bezerra), Não Fiques Triste (Cleudir Borges), Procurando um Amor (Pedrinho, Almir Bezerra) e Vipt Vapt Vupt (Getúlio Côrtes). Não Vivo Na Solidão foi o sucesso do verão naqueles primeiros 3 meses, com um uniforme rosa e preto feito pela mãe de Liebert, tiraram uma foto colorida para a capa daquele que seria o último pela Philips. O restante da história da banda, todos nós conhecemos, apenas é importante verificar que os Fevers é talvez a única banda da Jovem Guarda que, ao contrário dos outros grupos da época, só conseguiram estourar nacionalmente a partir do término da Jovem Guarda, no final dos anos 60, tornando-se assim, o grupo de maior sucesso do Brasil na década de 70. Ps: Sou colecionador de discos dos Fevers e durante esse anos de garimpo consegui os 3 primeiros compactos gravados na Philips (CBD). O áudio foi extraído por uma cápsula Ortofon 2M Red, toca discos Technics SL-1410 e placa de som da Creative. Limpei chiados e ruídos com o máximo de cuidados para não degradar a fonte original. No fim, áudios e equalizados e com um pouco de compressão pra dar um peso no som.