Explorador Tuga - Amora Negra da Serra - Junho 2026

Explorador Tuga - Amora Negra da Serra - Junho 2026 Fui às silvas da ribeira Colher amora silvestre; Trouxe as mãos todas pintadas, O coração ficou mestre. Mestre foi de mil cuidados, De suspiros sem ter fim; Quanto mais te queria esquecer, Mais te lembravas de mim. Amora negra da serra, Criada sem lavrador; Assim nasceu no meu peito Este tão teimoso amor. Não o plantei, nem quisêra, Nem o pude arrancar; Veio sozinho à minha alma E nela ficou a morar. (Ó amora da montanha,) (Tão escura e tão formosa;) (Trouxeste ao meu coração) (Uma paixão caprichosa.) (Quem me dera ser o vento,) (Que te vai acariciar;) (Pois já não vive esta alma) (Sem te ver nem te falar.) À sombra dum castanheiro Fiquei presa ao teu olhar; Desde então trago comigo Esta pena de te amar. As estrelas são testemunhas Do que nunca te contei; Guardei tudo em meu silêncio, Mas por ti sempre chorei. (Ó amora da montanha,) (Tão escura e tão formosa;) (Trouxeste ao meu coração) (Uma paixão caprichosa.) (Quem me dera ser o vento,) (Que te vai acariciar;) (Pois já não vive esta alma) (Sem te ver nem te falar.) Se fores rio, sou barquinha, Se fores noite, luar serei; Se me deres teu carinho, Toda a vida te darei. E quando a serra adormecer Ao toque do rouxinol, Hei-de guardar teu nome Até ao nascer do sol. (Ó amora negra da serra,) (Flor que ninguém semeou;) (Mas que nasceu bem dentro) (Deste peito que te amou.) (Ó amora da montanha,) (Meu destino, meu querer;) (Quanto mais te trago na alma,) (Mais te quero e hei-de querer.) #musicaportuguesa #musicatradicionalportuguesa #musica #portugal #portuguesa #exploradortuga #fado