Francisco Alves - Peão - 1928

Canção-Maxixe Música de Marcelo Tupynambá Letra de Francisco Alves (Francisco Alves com acompanhamento da Orquestra Pan American do Cassino Copacabana) PEÃO Sou peão desde pequeno Foi meu pai que me ensinou Sei laçar o mundo todo Numa corda que o atou Meu cavalo dá garupa E dá coice quando quer O amor que eu tenho agora Sente coices de mulher Pela escarpa a galope O meu baio vai chispando E o estouro da boiada Vai-se ouvindo e resfolgando Sou peão até no amor! Sou campeiro de invernada E resisto muitos laços Para amar numa laçada Quando o baio vê do pasto O peão lhe provocando Relinchando quer peão Pra sair galopeando Corda ao vento - espiral Desafia a tropa inteira Já lacei uma boiada Só pra ver a fazendeira Sô campeiro já de muito Tenho tido té perigo Mas não troco nenhum homem Pelo baio meu amigo Sou peão até no amor! Sou campeiro de invernada E resisto muitos laços Para amar numa laçada