Como Vénus se tornou o inferno – e o que isso significa para a Terra

Para quem olha para o céu noturno e sente que por trás dos nomes familiares dos planetas se esconde algo que ainda não nos contaram – hoje falamos do ponto mais brilhante desse céu. Vénus. Vê-se a olho nu. Chamavam-lhe a Estrela da tarde. E quase tudo o que a humanidade pensava sobre ela se revelou errado. Outrora, Vénus teve oceanos. Talvez durante milhares de milhões de anos. Talvez ali tenha surgido vida. Hoje, há 462 °C, uma pressão como a um quilómetro de profundidade no oceano e nuvens de ácido sulfúrico. Como é que o planeta gémeo da Terra se tornou o mundo mais hostil do Sistema Solar? O que correu exatamente mal – e poderia este mesmo cenário ter acontecido aqui? As sondas soviéticas da série Venera resistiram na superfície no máximo 127 minutos – e enviaram as primeiras panorâmicas a cores de outro mundo. A proporção de hidrogénio para deutério na atmosfera diz-nos que houve centenas de vezes mais água no passado. O ciclo carbonato-silicato que mantém a Terra em equilíbrio – em Vénus está quebrado. E em 2020, detetou-se fosfina nas suas nuvens – um composto que na Terra só é produzido por organismos vivos. Nos próximos anos, partem para lá três missões: DAVINCI, VERITAS e EnVision. Estamos à porta de respostas – ou de novas perguntas. Esta é a história de um planeta que poderia ter-se tornado em nós – e que se tornou um aviso. 🔭 Tópicos: Vénus, efeito de estufa, programa soviético Venera, fosfina, vida em nuvens, DAVINCI, VERITAS, EnVision, exoplanetas, TRAPPIST-1, formação planetária, gémeo da Terra #venus #sistemasolar #espaço #astronomia #planeta #greenhouse #deepspace #teoriasantesdedormir #documentarioespacial #planetas #astrofisica #fosfina #exoplanetas #earthtwin