72º Batalhão de Infantaria de Caatinga (72º BI Caat) ☀️”A Casa do Combatente de Caatinga"🌵

Exemplo de Superação: militares do Batalhão da Caatinga aprendem como encarar os perigos do Sertão Petrolina (PE) tem a única tropa do país especializada em atuar em um dos ambientes mais áridos e hostis do Brasil. Força física e muito controle mental. Em meio à rica fauna e flora da Caatinga brasileira, há apenas uma tropa do exército do Brasil que está especializada para agir. São os militares do Batalhão da Caatinga que aprendem técnicas de sobrevivência para resistir ao ambiente árido e muitas vezes extremo do sertão pernambucano. A preparação parte de Petrolina, interior de Pernambuco. Militares de todo o país devem se despir de suas patentes para um treinamento específico como estagiários. Parte do curso é composto pelo ensinamento de suportar essa pressão. Se o psicológico pode ser abalado, o físico deve manter a frieza. Tarefa difícil nesse ambiente, onde a temperatura do solo pode chegar aos 60 graus. E o extremo se revela em todos os detalhes. As condições climáticas de deserto, num ambiente inóspito, abre espaço para a vegetação venenosa e para natureza selvagem somarem desafios para esse preparo. Aprender a capturar cobras é um exemplo dos desafios propostos aos estagiários. De jiboias a cascavéis, o conhecimento de formas de controle desses animais é uma estratégia para evitar o perigo. Se a oração do guerreiro de Caatinga diz que “só os perseverantes e os fortes de espírito conseguem lá lutar”, a superação é consequência da trajetória dos guerreiros do Sertão brasileiro. O 72º Batalhão de Infantaria de Caatinga (72º BI Caat) - Batalhão General Victorino Carneiro Monteiro, foi criado em 1º de janeiro de 1975, por transformação da 2ª Companhia de Fuzileiros do 35º Batalhão de Infantaria, de Feira de Santana-BA. Integrante da 10ª Brigada de Infantaria Motorizada possui uma área de responsabilidade que abrange 40 municípios, sendo 37 no sertão pernambucano e 03 no baiano. Por estar incrustado em plena caatinga, no polígono das secas, o 72º Batalhão de Infantaria de Caatinga foi designado, por portaria do Comandante do Exército, Unidade de Emprego Peculiar, com a atribuição de desenvolver a doutrina de emprego da tropa em operações nesse ambiente, que se estende por 10 estados brasileiros. É responsável pela formação do Combatente de Caatinga, caracterizado por seu uniforme cáqui, com aplicações em couro, lembrando os trajes dos vaqueiros da região e identificando-se perfeitamente com o meio ambiente. Atualmente, o 72º BI Caat se organiza da seguinte forma: Estado-Maior; Uma Companhia de Comando e Apoio (CCAp); Duas Companhias de Fuzileiros chamada Força Caatinga I (1ª Cia Fuz) e Força Caatinga II (2ª Cia Fuz) e o Núcleo de Preparação de Oficiais da Reserva (NPOR). Em 1995, o Batalhão deslocou-se para ANGOLA, quando passou a integrar a Força de Manutenção de Paz da ONU (UNAVEM III), em território africano. Mais uma vez, do final de 2008 à meados de 2009, o 72º BI Caat se fez presente em território estrangeiro, compondo o 10º Contingente Brasileiro de Força de Paz da ONU (MINUSTAH), desenvolvendo atividades voltadas à estabilização do Haiti. Ao longo de mais de três décadas de atividades, expôs-se o potencial do soldado sertanejo, demonstrando, tanto nas atividades de cunho operacional quanto em atividades subsidiárias, a capacidade de bem cumprir as missões, o que culminou, inevitavelmente, na mística do Combatente de Caatinga. A Casa do Combatente de Caatinga é a presença marcante e positiva do Exército Brasileiro no médio São Francisco, identificando-se com a garra e a força combativa da gente do Nordeste Brasileiro. O Centro de Instrução de Operações na Caatinga é responsável por ministrar o Estágio de Adaptação à Caatinga (EAC) e o Estágio de Adaptação e Operações na Caatinga (EAOC). O CIOpC, que é vinculado ao 72º BI Caat – a “Casa do Combatente de Caatinga” – possui um campo de instrução para as atividades de formação do aluno e o Parque Zoobotânico da Caatinga, que é o seu apoio para as instruções de fauna e flora. No Campo de Instrução Fazenda Tanque do Ferro (CIFTF), o Estágio de Adaptação à Caatinga (EAC) 2018/5, para oficiais superiores, subtenentes, sargentos e militares do segmento feminino, das diversas Organizações Militares do Comando Militar do Nordeste (CMNE), da Força Aérea Brasileira (FAB), da Marinha do Brasil (MB) e também, contribuindo com o Plano de Participação do CMNE em apoio aos Órgãos de Segurança Pública, militares da Polícia Militar da Bahia, do Piauí e de Pernambuco, além de agentes da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal. O estágio teve como finalidade adaptar os diversos militares a atuarem no ambiente característico da caatinga, e contou com as seguintes instruções: características do ambiente operacional da caatinga; rastreamento animal; fauna e flora da caatinga; animais peçonhentos; acidentes causados pelo calor; alimentos de origem animal e vegetal; obtenção de água e fogo; e sobrevivência. https://www.instagram.com/72bicaat_exercito/