Conselhos Antigos - Oficial

Parte 1 (Introdução / Estrofe Inicial) ​Eu passava as tarde na porteira Vendo a estrada sumi no estradão Sonhando com o mundo lá fora Com o mundo na palma da mão ​Eu achava que o tempo era lento Que o melhor ainda ia chegar Foi quando um velho de chapéu Olhou pro horizonte pra falá: ​"Menino... o mandacaru não floresce mais cedo Só porque tem pressa da chuva." ​Refrão ​Um dia cê vai lembrá do inverno Do café esfriando na mão Da poeira na luz da janela E dos plano no seu coração ​Vai querer voltá por um segundo Pro lugar onde você está Você não percebe isso agora Mas um dia... vai querer voltá ​Parte 2 (Segunda Estrofe) ​Anos depois, com o bolso bem cheio E o mesmo vazio no olhar Eu dizia: "Ainda falta arguma coisa" Como se a paz mudasse de lugar ​Outro velho na sombra do alpendre Sorriu sem sequer levantá Olhou bem no fundo dos meus óio E manso começou a falá: ​"Nem toda sombra de juazeiro Nasceu com vontade de tocá o céu." ​Ponte (Transição / Clímax) ​O tempo passa feito boiada Levantando poeira do chão Quando a gente vê, já foi longe O que cabia na palma da mão ​Parte 3 (Estrofe Final / Conclusão) ​Hoje o Anthony senta na varanda Com pressa de crescê e partí E eu escuto as mesma pergunta Que um dia moraram em mim ​Apontei pro terrêro vazio Onde o vento brinca no chão Olhei pro meu menino e disse Segurando a sua mão: ​"Filho... a chuva não esquece a terra Mesmo se demorá no caminho."