RAIZES DA TERRA - Hanna D. Zarka (aldeia Pataxó Hã Hã Hãe de Caramuru-Catarina Paraguaçu, BAHIA)

A través da produção de farinha, dentro da sua família indígena Pataxó Hã Hã Hãe, Maria Maia Muniz, professora e avô, nos lembra a importância da transmissão da cultura as novas gerações. O território Pataxó Hã Hã Hãe de Caramuru-Catarina Paraguaçu, situado no litoral sul da Bahia, foi reconhecido juridicamente como terra indígena em 1926 e 1938. Apesar dessas demarcações os indígenas seguiram sofrendo as pressões e explusões dos fazendeiros da região.A partir de 1982 os Pataxó Hã Hã Hãe começarama retomar as áreas reivindicadas, enfrentando vários despejos e assassinatos. Depois de 30 anos de guerra, o povo Pataxó Hã Hã Hãe conseguiu a legalização do seu território no Supremo Tribunal Federal em 2012. É a maior retomada de terra do Estado da Bahia.Graças aos esforços da comunidade liderados pela professora Maria Maya Muniz, irmã do cacique Nailton e cofundadora da Teia dos Povos, as aldeias do Posto Caramuru conquistaram uma escola estadual indígena e 3 pontos de cultura. Alem da educação, dos rituais de Toré e dos artesanatos, a cultura indígena é mantida em vida átraves do trabalho da terra. O plantio da mandioca e a produção da farinha são assim momentos onde a memoria é repassada às novas gerações.