#86 - REABSORÇÃO RADICULAR EXTERNA POR ORTO - Quando condenar? Quando manter?

A reabsorção radicular externa é um tema relevante na prática odontológica, pois gera dúvidas sobre a necessidade de extrair ou manter os dentes afetados. Severa reabsorção radicular apical não justifica automaticamente a substituição por implantes, conforme evidências científicas. Casos de reabsorção radicular severa podem ser mantidos desde que não apresentem aumento de mobilidade, dor ou alteração de cor, podendo receber procedimentos estéticos como clareamento e facetas. A mobilidade dentária pode ter diversas causas, incluindo remoção recente de aparelho ortodôntico, trauma oclusal, doença periodontal inflamatória crônica ou perda óssea cervical severa. Para eliminar a mobilidade, é essencial identificar e tratar a causa subjacente, podendo ser necessária a contenção não apenas devido à reabsorção radicular, mas também por outras razões. A estabilidade oclusal e a ausência de doença periodontal são cruciais para determinar a necessidade de contenção em casos de mobilidade dentária. Contatos prematuros na oclusão devem ser ajustados para evitar sobrecarga nos dentes afetados pela reabsorção radicular externa. A literatura indica que a maior parte do suporte periodontal está na região cervical do dente, sendo que a perda do terço apical não causa uma perda significativa desse suporte. Mesmo com reabsorção radicular, um dente com apenas um terço da área cervical remanescente ainda pode desempenhar suas funções mastigatórias, fonéticas e estéticas, sem necessidade de substituição por implantes. É importante compartilhar e disseminar conhecimento atualizado sobre reabsorção radicular entre os profissionais odontológicos para evitar extrações desnecessárias e promover a manutenção dos dentes afetados. Para participar dos próximos eventos, inscreva-se aqui: https://periodiaria.com.br/inscricao?...